sábado, 26 de fevereiro de 2011

11° Capitulo

Por: Lívia Stramare

— Talvez isso lhe pareça uma tolice. Mas é porque gostaria antes de visitar muitos lugares, há tanta coisa que quero aprender! — Ao notar sua surpresa, explicou: — Estive numa escola nesses últimos três anos. Roma é linda, mas o mundo é imenso.
O major Taylor achou graça do modo como falara.
— Sim, imenso! — concordou —, mas não pode pretender explorá-lo sozinha. Se fosse casada, seu marido haveria de levá-la a Paris. Todas as mulheres bonitas sonham com Paris.
— Por quê? — perguntou ela.
— Por ser a cidade da alegria e do amor. Os franceses sabem melhor do que ninguém como conciliar os amantes.
— Quer dizer… são especialistas nisso?… Que esquisito!
— Por que esquisito?
— Porque todos, onde quer que tenham nascido, certamente querem amar e ser amados. Não posso compreender por que os franceses considerariam isso um direito exclusivo de seu país.
— Essa é uma pergunta a que talvez possa responder, quando ficar mais velha — disse ele sorrindo.
— Talvez então ninguém queira levar-me a Paris.
— Posso garantir que muitos homens acabarão por sugerir-lhe isso. Evidentemente, depois de colocar uma aliança em seu dedo.
Em sua voz havia um certo cinismo. Demi olhou-o intrigada, dizendo em seguida:
— Antes de ir a Paris, há muita coisa que quero conhecer na Inglaterra, além de outros lugares no mundo. — Suspirando, acrescentou: — Mas penso que tudo isso permanecerá onde já está… num livro ou em minha imaginação. Não tenho dinheiro para viajar.
— Isso também pode ser remediado, se escolher um marido rico.
— Estou voltando hoje para a Inglaterra. Acho que terei de esperar muito tempo antes que alguém me peça em casamento. Além disso, desejaria estar muito apaixonada antes de aceitar.
O major Taylor ergueu as sobrancelhas, perguntando:
— Selena já a ouviu falar assim?
— Não. Eu não vejo minha tia há três anos.
— Então devo avisá-la de que, se ela arranjar seu casamento, não levará em consideração seus sentimentos, mas apenas a conta bancária do candidato!
O que ele havia dito faria com que as mulheres com as quais convivia dessem boas risadas, declarando-o um espirituoso perverso. Demi, contudo, olhou-o preocupada.
— Está… assustando-me — disse ela após um momento. — Embora isso não seja necessário. Há muito que decidi não me casar, a não ser estando apaixonada pelo meu prometido.
O major Taylor esteve prestes a dizer-lhe que suas idéias não só estavam obsoletas, como também eram impraticáveis na vida social que era a de seus tios. Por qualquer motivo mudou de idéia. Num tom de voz diferente do que estivera usando, disse-lhe calmamente:
— Então, espero, srta. Benson, que se apaixone por alguém que a ame, e que possam viver felizes para sempre.
Não estava sendo cínico, e a sua sinceridade surpreendeu a ele próprio. No mesmo instante o sorriso voltou aos lábios de Demi.
— Obrigada. Era isso que queria ouvir, principalmente esta noite, enquanto estou aqui.
O major Taylor ficou imaginando o que ela quisera dizer com aquilo. Antes que pudesse perguntar, uma senhora do outro lado da mesa atraiu sua atenção. Demi voltou-se para lorde Carnforth.
— Veja só o que arranjou com suas idéias revolucionárias! — exclamou ele. — Conseguiu uma discussão e tanto! Faço questão de dizer-lhe que o duque ou eu apresentaremos esse assunto na próxima reunião do Jóquei Clube.
— Espero ficar sabendo o resultado dessa reunião — disse Demi.
— Prometo-lhe contar o que disserem.
— Obrigada. Ficarei satisfeita ao saber que seus cavalos vencerão todas as vezes que participarem de um páreo. Isso por estarem bebendo o tipo de água apropriado.
Quando as senhoras se retiraram para outra sala, lorde Carnforth foi sentar-se perto do duque. Sir Nick saiu de seu lugar e acomodou-se ao lado deles.
— Quem teve a idéia de iniciar aquela discussão sobre água? — perguntou. — Não costumo associar esse líquido a um jantar em Mere!
O duque riu, e respondeu:
— Assim o espero. De fato, a idéia foi de sua sobrinha.
— De Demetria?! — perguntou, espantado. — Não acredito!
— É verdade — replicou lorde Carnforth. — Primeiramente devo declarar que ela possui uma mentalidade original.
— Não me lembro da última vez em que tivemos uma discussão à mesa da qual participassem todos os que estavam presentes — observou o duque.
Franziu os lábios, acrescentando:
— Ashley me comunicou que foi o jantar mais enfadonho que já passou em minha companhia.
Sir Nick olhou para ele apreensivamente.
— Pelo amor de Deus! — disse em voz baixa. — Não permita que Ashley hostilize Demetria. Seja como for, ela antipatiza com todas as mulheres e, para uma mocinha recém-saída do colégio, seria uma parada dura.
— Não permitirei — concordou o duque. — Fique sossegado.
— Todavia, a idéia é extraordinariamente interessante — tornou lorde Carnforth a dizer. — Agora tenho certeza de que estava errado com meu cavalo.
Reiniciou o assunto sobre cavalos, e os outros, que pretendiam dizer alguma coisa sobre Demetria, deixaram-se empolgar numa discussão. Por fim, o duque anunciou que estava na hora de se juntarem às senhoras.
Ele e sir Nick entraram na sala de visitas, imaginando o que encontrariam. Sabiam que era bem mais difícil para Demi enfrentar as mulheres. O tio dela supôs que a encontraria sentada fora do grupo, envergonhada e muda.
Para sua surpresa e a do duque, ela estava numa conversa animada, justamente com a marquesa de Trumpington.
Nina (Nina Dobrev na vida real) Trumpington fora uma beleza e casara-se com um rico marquês, homem mais velho. Ele lhe dera uma posição social à qual não teria direito sendo a moça simples que era.
Muito bonita, de cabelos marrons, uma pele que fazia inveja a suas contemporâneas e temperamento muito ardente, seus casos amorosos, que se sucediam rapidamente, deram o que falar ao mundo social, nos últimos dez anos. No momento, mostrava-se incrivelmente indiscreta em suas relações com lorde Ian, também convidado em Mere.
Lorde Ian tivera a infelicidade de casar-se com uma criatura que estava sempre doente, queixando-se, e que preferia morar no campo. Todos tiveram muita pena dele. Era um homem que gostava de divertir-se, da boa vida e da companhia de belas mulheres. Ao iniciar seu namoro com Nina Trumpington, foi unanimemente aprovado.
Agora, porém, como dizia Ashley venenosamente, “estavam fazendo um papel ridículo”. De fato, todos achavam que era uma questão de tempo, antes que o marquês e lady Nina ficassem sabendo o que estava acontecendo. Embora o marquês de Trumpington estivesse envelhecendo, ainda era importante nos círculos da corte, e muito solicitado pelo novo rei, devido à sua longa experiência.
Por ser obrigado a ir freqüentemente ao Palácio de Buckingham ou ao Castelo de Windsor, isto dava plena liberdade à marquesa. Ela e lorde Ian sabiam aproveitar ao máximo essa liberdade.
Todavia, estavam ultrapassando os limites do comportamento que foi estipulado no último reinado, e resumido numa ordem muito pertinente: “Não deveis causar escândalo!”.
Comentava-se que os dois tinham sido vistos juntos em Paris. Era também dolorosamente notório, ao se encontrarem nas festas, que só tinham olhos um para o outro.
O duque, que há alguns anos tivera um caso com Nina, sabia que com a sua natureza ardente e insaciável, era-lhe difícil mostrar-se comedida ou discreta. Assim mesmo, achava que Ian precisava ser mais sensato, e como seu amigo, resolvera falar com ele durante sua estada em Mere.
As coisas haviam mudado muito nos últimos três anos. Com os novos soberanos, tudo se tornara mais convencional. O rei Jorge e a rainha Mary eram sinônimo de decência. Assim sendo, estavam instituindo novos padrões, que deveriam ser seguidos escrupulosamente por todos aqueles que desejassem ser recebidos na melhor sociedade.
Ao atravessarem a sala, dirigindo-se para a outra extremidade onde duas se encontravam, o duque se perguntava o que teria Nina Trufflpington para dizer a uma moça tão jovem quanto Demetria. Esperava tanto quanto Nick que ela não tivesse sido desagradável com a mocinha.
Gostaria de ir até elas com o amigo para descobrir o que elas estariam conversando. Mas, como se obedecesse a um impulso do dever, dirigiu-se para o lado de Ashley Hellingford.
— Joseph, vamos jogar bridge? — perguntou ela. — Talvez seja mais divertido. Estou farta de ouvir falar de cavalos!
— Faremos o que quiser — disse ele bem-humorado. — Será bacará se preferir.
Assim falando, sabia que teria que pagar o prejuízo, e ela embolsaria os lucros. Contanto que ela se divertisse, estava disposto a concorrer para isso.
— Então, jogaremos bacará — decidiu Ashley. Batendo palmas, perguntou em voz alta: — Quem está preparado para perder muito dinheiro? Esta noite sinto que a sorte está comigo!
Ao ouvi-la, ocorreram algumas risadas e comentários ligeiramente sarcásticos. Todavia, aqueles que desejavam jogar dirigiram-se para a ante-sala, onde as mesas já estavam arrumadas para qualquer espécie de jogo.
Sir Nick, aproximando-se da marquesa de Trumpington, disse-lhe:
— Vejo que está sendo muito gentil com minha sobrinha. Agradeço-lhe muito, pois deve reconhecer o quanto parecerá difícil para ela chegar aqui e não conhecer ninguém, a não ser seu tio.
— Aliás, muito simpático — replicou a marquesa, que não perdia a oportunidade de elogiar um homem, estivesse ou não interessada nele.
— Obrigado, Nina. Permita-me dizer-lhe que está encantadora, embora isto não seja uma surpresa.
Sorrindo, ela se ergueu.
— Preciso ir jogar com Jack, senão perderá tudo o que tem para Ashley, o que não estou disposta a permitir.
Deteve-se um momento, e antes de afastar-se disse a Demi:
— Querida, brevemente teremos outra conversa.
Demi levantara-se delicadamente para despedir-se. Sir Nick, sentando-se na cadeira que ela desocupara, perguntou-lhe:
— O que estiveram falando?
— Ela esteve me contando o que sentia e o que pensava quando era da minha idade.
O tio olhou-a surpreso, mas antes que pudesse perguntar mais, o major Taylor dirigiu-se a eles:
— Devo dizer-lhe que não acho certo um tio e uma sobrinha afastados de todos. É quase tão errado quanto um marido obrigado a sentar-se sempre junto da esposa naqueles banquetes oficiais.
— Se com isso está insinuando que deseja conversar com Demetria — replicou sir Nick —, tem esse direito, por ter sido seu vizinho durante o jantar.
— Estava para sugerir-lhe que devia observar os jogos — disse major para Demi. — Tudo o que acontece em Mere é sempre instrutivo!
— É muita gentileza sua… e acho que gostaria de fazer isso — replicou Demi. — Antes, porém… não seria indelicado ficar aqui para admirar os quadros?
Parecia um pouco hesitante, e olhou para o tio como se temendo que ele julgasse aquilo incorreto. Mas sir Nick limitou-se a sorrir.
— Diria que está sendo muito inteligente — observou ele. — Acontece que o major Taylor herdará uma das mais preciosas coleções de quadros do país. Não existe ninguém que os conheça melhor que ele.
Ao ver Demi erguer-se animadamente da cadeira, acrescentou:
— Ele é quase um guia ambulante. Aproveite o máximo desta oportunidade.
— É o que farei! — a moça disse isso com tanto entusiasmo, que ambos riram.

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Hum... espero que tenham gostado.

###POSTANDO DIRETO#### hj ein...

Beijins de estrelas.

E Aila: flor te amhu muitooooooooooo obrigada por seu carinho e por tudo! TE AMHU!!!

1 coment.

Amhu vcs! *-*
Ass:Lívia.

1 pensamentos:

Tay. on 26 de fevereiro de 2011 16:25 disse...

Best,TA tipo assim.
P.
E..
R...
F....
E.....
I......
T.......
O........

POSTA LOGO, PLESEEE... TA SIMPLEAMENTE D+++

POSTA PLEASEE.

beijos.
Te amo.

 

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