domingo, 27 de fevereiro de 2011

13° Capitulo

Por: Lívia Stramare
— Creio que ficarei muito embaraçada se for fogoso demais e não conseguir controlá-lo — respondeu Demi, sorrindo.
O duque montou o garanhão que fora encilhado para ele.
— É o que teremos que provar.
Partiram, lado a lado. Ao atravessarem a ponte que se estendia sobre o lago, ele perguntou quase que automaticamente:
— Tudo bem? Está gostando?
— Estava justamente pensando — observou Demi — que positivamente tudo isto é um sonho. Montada num cavalo estupendo e hospedada na casa mais maravilhosa que já vi! Espero não despertar depressa demais!
— Também o espero — disse ele, rindo. — Mas certamente esqueceu-se de mencionar alguém em seu sonho.
Por um instante, Demi não entendeu, mas depois sorriu.
— Se está se referindo a si mesmo, duque, acho que o senhor também é maravilhoso! O sr. Gillingham contou-me que é o Príncipe Encantado, e estou convencida de que sabe que é exatamente isso.
Falara tão naturalmente, sem demonstrar qualquer inibição, que o duque sentiu-se um tanto sem jeito. Não estava acostumado àquele tipo de elogio, se é que assim podia ser considerado. Logo em seguida, percebeu que Demi só estava concentrada no passeio. Sentiu então que estava aflita por galopar, mas para isso precisavam afastar-se das árvores.
“Positivamente, essa garota é imprevisível”, disse a si mesmo, e procurou acompanhá-la quando ela lhe tomou a dianteira.

 *****


Dirigindo-se para a igreja, o duque viu-se pensando em Demetria.
A distância era pequena. De acordo com a tradição, no inverno, ele devia fazer esse percurso em seu cabriolé fechado, e no verão numa carruagem aberta, conforme seus pais faziam.
Caso sugerisse ir de carro, tinha certeza de que isso originaria uma revolução entre os empregados.
Quando Robert Adam construíra Mere, no lugar de uma casa mais antiga, ele não incluíra uma capela, conforme um costume da época. Não a fizera porque dentro do parque já havia uma linda igreja em estilo normando. Isto fazia parte da história da família, e os túmulos trabalhados, que foram aumentando no transcorrer dos séculos, embelezavam o prédio antigo.
Obedecendo à mesma tradição, uma longa fila de empregados caminhava uns quatrocentos metros ao longo da estrada, para a igreja. Era encabeçada pelo mordomo e a sra. Kingston, seguidos pelos outros criados em ordem de prioridade, indo do mais antigo ao mais recente.
Habitualmente, o duque chegava faltando dois minutos para meio-dia e meia. Ficaria profundamente aborrecido se, devido a uma negligência de seu criado de quarto, ou pela impontualidade de seu cocheiro, se atrasasse um quarto de minuto.
Foi só quando a carruagem passou pela ponte que ele verificou estar sentindo falta do passeio que fizera com Demetria na véspera. Tinha certeza de que ela deveria ter montado novamente um de seus cavalos.
Verificara o quanto ficara entusiasmada quando dera seu primeiro galope. Seus olhos tinham o brilho das estrelas, o rosto se iluminara, tal qual o de uma criança com um passeio inesperado.
Na manhã anterior já haviam cavalgado quase três quartos de hora, quando ele dissera:
— São quase seis e meia. Não está com fome?
— Agora que falou, confesso que sim. Ontem à noite, estava emocionada demais para comer muito, embora tudo estivesse delicioso.
— Então acho que tem direito a um bom café! Vamos!
Ele saiu na frente, e antes que ela pudesse dizer alguma coisa, alguns minutos depois, encontrou-se em frente a uma casa de fazenda muito simpática. Pertencia à propriedade há muitos séculos. Era toda de tijolos vermelhos e guarnecida de madeira, com seu telhado de duas águas e as chaminés espiraladas.
Entretanto, apesar de sua aparência pitoresca, era uma casa de fazenda com galos e galinhas ciscando no pátio, muitas vacas com seus bezerros pastando num campo que ficava no fundo, e um lago onde nadavam algumas dúzias de patos brancos e gordos.
— Que beleza! — exclamou Demi, após terem apeado dos cavalos, que foram levados por um camarada da fazenda.
Entraram em seguida numa cozinha enorme revestida de lajes, vendo-se os presuntos pendurados nas vigas baixas. A esposa do fazendeiro viera correndo e enxugando as mãos no avental.
— Bom dia, Excelência — cumprimentou ela fazendo uma reverência. — É realmente um prazer vê-lo. Quando soube que se levantara cedo lá na casa grande, fiquei esperando que viesse nos ver.
— Não só estou desejando tomar seu excelente café, sra. Swallow, — disse-lhe o duque —, mas trouxe uma convidada que saberá apreciar os ovos com presunto que a senhora sabe fazer tão bem.
— Seja bem-vinda — disse ela a Demi.
Levou-os para uma sala, por ela chamada de “sala de visitas”. Era um tanto deselegante, com um piano empertigado, quadros bordados nas paredes e uma janela saliente, de onde se avistavam os campos verdes até as colinas distantes, que provocaram uma exclamação de Demetria.
— Eu sempre digo que a fazenda Hundle tem uma vista melhor do que a minha em Mere — observou o duque.
— É linda! — tornou a exclamar Demi. — Mas até agora ainda não encontrei nada, entre tudo o que possui, que não fosse lindo.
— É o que gosto de ouvir — disse o duque complacentemente.
Sentaram-se a uma mesa redonda arrumada perto da janela. Após nela estender uma toalha branca, a sra. Swallow trouxe tudo que Demi associava a uma fazenda. Café, leite, chá e pão caseiro quentinho, torrado, que acabara de sair do forno. Um pedaço enorme de manteiga bem amarela, um favo de mel vindo diretamente da colméia, que dali ela via lá fora. Alguns minutos depois, uma travessa com ovos e fatias de presunto.
— Foi uma sorte, Excelência, termos um presunto prontinho para ser comido — disse a sra. Swallow.
— Espero ter a honra de receber um de seus presuntos lá em casa — disse o duque. — Em toda esta região não existe ninguém, e a senhora sabe disso, que consiga curar um presunto como a sra. Swallow.
— É um segredo que me foi transmitido por minha avó — explicou ela. — Para mim é uma satisfação saber que Sua Excelência gosta dele.
— Gosto mesmo — respondeu o duque, colocando uma grossa fatia no pão.
Prevendo que ele quisesse comer um pouco mais, a sra. Swallow tornou a trazer outras fatias de presunto, recentemente cortadas. Após comer algumas delas, Demi pensou que estavam ainda mais deliciosas do que as primeiras.
Em seguida, serviu-se de uma fatia de pão com manteiga e mel, e ao ver o duque sorrir, quando ela começou a preparar uma segunda, disse:
— Receio estar sendo muito… gulosa.
— Estou satisfeito ao ver que ainda é bastante jovem para apreciar as coisas simples, como uma refeição numa fazenda.
— É realmente deliciosa! Vem sempre aqui quando passeia a cavalo?
— Quando estou só.
— Mas hoje me trouxe.

***********
Aii aiii...

Mona e anonimo vocês são tão fofas! *-*

Obrigada! *-*

Somente 1 coment.

###POSTANDODIRETO###

Beijins de estrelas.

Amhu vocês.

Ass:Lívia.

1 pensamentos:

Paola on 27 de fevereiro de 2011 17:53 disse...

TAH COMPLETAMENTEEE PERFEITOOOOO DIVAHH Q EU AMOOO!!!

E DESCULPA POR NAO ESTAR COMENTANDO, MAIS EH PQ EU TO SUPER SEM TEMPO MSM TAH, MAIS EU JURO Q VOU TENTAR COMENTAR MAIS!!

A FICCC TAH LINDAAA D+++!!

POSTTAAAAAAA, JA TEM UM COMENT'
BEIJOSSSSSS <3

 

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