domingo, 27 de fevereiro de 2011

14° Capitulo

Por: Lívia Stramare
— Como já disse, pensei que apreciaria devidamente esta refeição, enquanto que as senhoras em Mere tomam apenas uma xícara de café.
— Espero jamais ficar assim.
— Está prevendo que poderia?
— Receio que se ficar com tio Nick e tia Selena, possam pretender que eu me comporte mais… digamos, elegantemente. Mas acredito que eles me mandarão viver com um de meus outros parentes.
Não havia dúvida de que essa idéia a preocupava. Após um momento o duque disse-lhe:
— Sua tia gosta muito de Londres. Você ficaria satisfeita morando lá?
— Creio que seria desonesto se respondesse não, por nunca ter sido convidada para as festas. Contudo, o que realmente gostaria seria viver fora da cidade, com cavalos para montar, e talvez ter bons amigos… e não apenas uma quantidade enorme de conhecidos.
Disse isso devagar e ponderadamente, como se estivesse pensando antes de falar. Antes que o duque pudesse responder, ela olhou pela janela e continuou:
— Acho que os agricultores e os fazendeiros são pessoas muito felizes por se sentirem um pouco parecidos com Deus.
— Com Deus?! — exclamou o duque. — O que está querendo dizer com isso?
Demi sorriu como se estivesse desculpando-se.
— Ao ver os bezerros, os cordeirinhos e os porquinhos, ocorreu-me que os fazendeiros estão sempre criando uma nova vida. A cada ano, nascem novos animais, o que não só deve ser emocionante, mas deve dar-lhes uma sensação de onipotência.
O duque riu.
— Até hoje nunca ouvi uma idéia dessas. Certamente deve ser cheia de originalidade.
Demi lançou-lhe um olhar rápido, como se pensasse ter dito algo errado. Sem que ela lhe perguntasse, o duque acrescentou:
— Originalidade é o que falta às pessoas. Estou imaginando de onde podem ter vindo essas suas idéias.
— De minha cabeça — respondeu ela, ingenuamente.
— E com quem já as discutiu?
— Com poucas pessoas. As meninas no colégio gostavam de falar sobre o que haviam feito nas férias. Como eu nunca saía de lá durante esse período, não podia participar dessa conversa. Às vezes falavam sobre o que iam fazer ao sair da escola, e eu não tinha idéia do que acontece comigo.
— Está me dizendo que falava consigo mesma? — perguntou ele.
— Não é bem assim. — Sorriu e disse: — Penso profundamente e imagino histórias, mas jamais sonhei em ver uma casa tão fabulosa quanto a sua, e ter a oportunidade de conhecer todas as preciosidades que existem em Mere!
— Ainda não viu todas.
— Talvez não haja tempo para ver o resto… — Suspirou e acrescentou: — Espero que tio Nic não resolva partir antes que eu tenha conhecido tudo.
— Pelo que sei, posso garantir-lhe que ele está disposto a ficar mais ou menos uma semana.
— É o que eu esperava. E mais uma vez, obrigada, muito obrigada por receber-me.
— Se eu disser que é um prazer, parecerá uma frase banal, palavras delicadas, quase obrigatórias. Desta vez, porém, é a verdade.
Ela sorriu como se tivesse recebido um presente muito especial. Serviu-se em seguida de mais uma fatia de pão.
Enquanto prosseguia seu caminho para a igreja, o duque pensava naquilo tudo. Lembrou-se também de que naquele dia, ao voltarem para Mere, ela lhe dissera:
— Já temos que voltar? Gostaria de continuar galopando… durante horas e horas!
— Terá outros dias para fazer isso.
— Eu sei… mas às vezes desejaria que o tempo pudesse parar.
Ele sentiu em sua voz algo que o fez perguntar:
— Sinto-me curioso de saber se o que está me dizendo de um modo um tanto indireto não subentende outra coisa. Sente-se um pouco apreensiva, ou talvez encabulada no meio de meus convidados?
Ao fazer-lhe essa pergunta, pensava que seria perfeitamente natural que uma moça assim se sentisse. Era o que esperavam antes de sua chegada. Entretanto, Demi não se comportara conforme Archie Carnfotth insinuara. Ela, porém, respondera-lhe:
— Mamãe costumava dizer-me que a timidez é uma forma de egoísmo. Pensamos mais em nós mesmos do que nos outros.
— Mas certamente — insistiu o duque — sentiu-se um pouco encabulada no primeiro momento?
— Confesso que senti como se muitas borboletas estivessem esvoaçando dentro de mim… Mas, quando o vi, esqueci de mim mesma.
— Por que eu? — perguntou ele intrigado.
— Por ser exatamente o que eu esperava que fosse o dono da casa de meus sonhos. Acontece que o sr. Gillingham dissera-me que Mere era igual a um palácio encantado.
— Sinto-me satisfeito por não a ter decepcionado.
— Não, ao contrário. Mostrou-se exatamente como devia ser, o mesmo ocorrendo com as outras pessoas. Aquelas senhoras tão lindas, deslumbrantes com suas jóias e vestidos luxuosos, movendo-se graciosamente como se fossem cisnes. As flores enfeitando a mesa do jantar, os quadros… Eu nunca me esquecerei de tudo isso!
Ao pensar agora no que ela falara, o duque disse a si mesmo que Demetria via tudo aquilo como se fosse um quadro. E, instintivamente, compreendeu que nem ele nem o resto do grupo eram realmente humanos para ela.
Demetria era igual a uma criança assistindo fascinada a uma peça representada no palco. Concentrava-se no que via e ouvia, porém não sentia que participava dela pessoalmente.
Ele ignorava por que compreendia aquilo. Parecia-lhe que de certo modo podia ler seus pensamentos e sentia o que ela estava tentando expressar com palavras.
Sobressaltou-se ligeiramente ao ver que a carruagem chegara à igreja. Avistou o pastor, já vestido com a sobrepeliz, que o esperava no pórtico, para acompanhá-lo à nave e levá-lo para o banco imponente de madeira entalhada. Ficava na parte reservada aos nobres e pertencia à sua família.
— Bom dia reverendo.
— Bom dia, Excelência. É uma grande honra tê-lo aqui mais uma vez. -Essas palavras formais eram sempre repetidas nessas ocasiões.
Sem esperar a resposta do duque, o pastor foi na frente, passando pela nave central, entre os bancos nos quais se encontravam os empregados de Mere e alguns aldeões.
Por ter estado pensando em Demetria, o duque não se surpreendeu ao vê-la no banco da família. Após o pastor o ter conduzido à sua cadeira especial, esculpida com o seu brasão, sentou-se na almofada vermelha.
Olhou para Demetria, que de cabeça erguida admirava o lindo vitral por cima do altar.

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Paola minha DIVAW brigadin´s! *-* Você sabe como abrir um sorrisão no meu rosto! *-* Bomo post tá aii! Beijins de estrelas. Te amhu BEST! E não esquenta não tá?

As coisas começam a se encaixar de uma maneira, estranha, mais começam. Espero que vocês estejam gostando dessa emocionante historia.

2 coments.

Amhu vocês.

Beijins de estrelas.


Ass:Lívia.

2 pensamentos:

Heloisa_jemi.Nelena on 28 de fevereiro de 2011 11:57 disse...

Esta maravilhosoooooooo espero que eles se entendam logo esta tão lindo
senti saudades sei que é um exagero mais 2 dias e mto tempo
bjoosssssss

Heloisa_jemi.Nelena on 28 de fevereiro de 2011 11:58 disse...

haaaaaaaaa e não demora para postar eihnnn estou super curiosaaaa para saber o desfexo dessa historia maravilhosa quantos capitulos vai ter aproximadamente????
bjosssssssss

 

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