segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

15 ° Capitulo

Por: Lívia Stramare
Demetria usava um vestido de musselina fina. Embora fosse muito cedo, já estava bem quente. O chapéu com a aba virada para trás era o mesmo que usara na viagem e que lhe dava uma aparência jovem.
Não olhou para ele, que ficou imaginando se ela percebera a sua presença. Era realmente imprevisível. Qualquer outra mulher teria feito tudo para chamar-lhe a atenção, atrair seu olhar sem respeitar a santidade do lugar.
O culto foi iniciado com uma música tocada surpreendentemente bem por uma moradora da vila. O órgão tinha sido dado à igreja pela mãe do duque. O coro, composto de meninos da escola da aldeia, cantava os salmos e hinos harmoniosamente. Mais uma vez tinha sido a mãe do duque que se dera ao trabalho de reunir um grupo de meninos, que tinham sido ensinados por um mestre de coro.
Como Demi havia sido educada num convento católico, ele imaginou se teria dificuldade em seguir o culto anglicano no livro de orações inglês. Mas como parecesse estar muito à vontade, concluiu que ela deveria ter freqüentado a igreja britânica na embaixada de Roma.
Ouviu sua voz cristalina e jovem, ao cantar os salmos. Sua mãe deveria tê-la apreciado. De acordo com a tradição, o culto não devia prolongar-se muito. O sermão não podia ultrapassar dez minutos, no máximo, caso isto acontecesse, o duque, após consultar o relógio, retirar-se-ia.
Demi ouvia com atenção as palavras do pastor, completamente imóvel. Uma coisa que irritava o duque era ver uma mulher agitando-se o tempo todo, assim como Ashley Hellingford ao mexer nas pérolas de seu colar, e brincar com os anéis em seus dedos.
Um dia, ele lhe perguntara:
— Não compreende que, ao agitar-se inutilmente, está desperdiçando energia? Ainda outro dia li um artigo de um médico a esse respeito.
— Querido, a minha energia compensa a que lhe falta, mesmo contando com o excesso que é desperdiçado.
Não podia haver engano no que ela subentendera, e o duque não a censurou mais por agitar-se daquele modo. Mas aquilo começou a irritá-lo cada vez mais.
A bandeja da coleta começou a circular, e ele reparou que Demi nela colocara uma moeda. Ao terminar o culto, o pastor abençoou a congregação. Depois se dirigiu ao banco do duque, que sempre saía da igreja antes dos outros.
Após cumprimentar o pastor, o duque, dirigindo-se a demetria, perguntou-lhe:
— Vai voltar comigo?
Sabia que o modo de ela lhe obedecer fazia parte de sua disciplina escolar. Assim, saíram pela nave central, caminhando lado a lado atrás do pastor.
— Adeus, Excelência — disse ele. — Foi uma honra e uma satisfação tê-lo conosco.
— Quero congratulá-lo pelo sermão interessante, reverendo — disse o duque. O velho pastor corou de felicidade.
A carruagem já o esperava, e um criado de libre mantinha a porta aberta. Demi olhou para o duque.
— Espero que volte comigo — disse o duque.
— Posso? Gostaria muito.
Com um sinal da mão, indicou-lhe que devia subir primeiro. Ao partirem, ele perguntou:
— Deveria ter pensado que desejasse ir à igreja. Como ficou sabendo do culto?
— Perguntei a Miley, a empregada. Nenhum de seus convidados costuma acompanhá-lo à igreja no domingo?
— Suponho que quando estão em Londres, compareçam ao culto — respondeu ele, evasivamente. — Entretanto, tendo sido seu pai um pastor protestante, creio que no que lhe diz respeito, esse é um hábito que não desejará abandonar.
— De fato, nunca desejei. Quando estou na igreja, sinto-me não só perto de papai mas, como ele costumava dizer, é nela que encontro força para encarar as dificuldades e os problemas que possam surgir durante a semana seguinte.
— Força? — perguntou ele. — O que significa isso para você?
— Meu pai ensinou-me que podemos nos imbuir da força da vida, que é o próprio Deus. Quando oramos, ela flui em nosso íntimo, e se desejamos auxiliar outras pessoas, elas também podem ser impregnadas dessa força que reside em nós mesmos.
Demi falou simplesmente e sem afetação. Após refletir no que ela dissera, o duque observou:
— Julgo ser essa uma excelente explicação do que a religião deveria fazer pelas pessoas. Mas costuma fracassar lamentavelmente.
— Sei que os católicos também acreditam nisso — dissera Demi — Conseguem essa força não só através de seus sacerdotes, mas também das imagens de seus santos. — Como sentindo que o duque esperava uma explicação, continuou: — Quando estava em Roma, vi muitas vezes pessoas ajoelhadas ante uma estátua ou uma imagem de um santo. Sabia que não rezavam para pedir apenas um auxílio ou algo que desejassem particularmente. Elas sentiam estar recebendo algum poder especial, transmitido pelo objeto ao qual dirigiam suas preces.
— Compreendo o que está dizendo, e interessa-me incrivelmente. Muitas vezes, durante minhas viagens, tive ocasião de ver católicos acendendo velas e rezando em suas igrejas, e também me perguntava o que aquilo poderia significar. Agora, deu-me a explicação.
— Acho que uma pessoa tão importante como o senhor, com tantas outras sob sua responsabilidade, necessita de mais força do que uma outra, mais jovem e insignificante como eu.
— Está sugerindo que devo rezar mais freqüentemente do que qualquer outro? — perguntou o duque num tom ligeiramente irônico.
— Não precisa fazê-lo tanto quanto eu. Mas ao mesmo tempo, não existe ninguém que não necessite da união com a força e o poder de Deus. Até o próprio Cristo teve essa necessidade.
O duque pensou no que diriam seus amigos se pudessem ouvir a conversa dele com uma moça de dezoito anos. Talvez nem acreditassem. Não se lembrava de ter falado sobre Deus e orações com ninguém desde que se tornara um homem. Quando estivera em Oxford, ele e seus companheiros às vezes analisavam seus impulsos e atos, e discutiam de um modo abstrato a diferença entregas várias religiões.
Mas agora, ouvindo o que Demetria dissera, pensou que ela conseguira transformar a vida numa coisa muito simples. Entretanto, sabia o quanto seus amigos achariam tudo aquilo irrisório. Era tão fácil ridicularizar as crenças que ela alimentava, converter em piada a alegação de que um homem igual a ele pudesse obter de Deus a sua energia!
Ficou indeciso se deveria avisá-la para ter cuidado com quem discutisse aquelas idéias. Contudo, ela o fazia com tal pureza e sinceridade ingênua, que qualquer homem decente que a ouvisse a respeitaria. Mas sabia que isso não incluía as mulheres, principalmente uma igual a Ashley.
Ocorreu-lhe de repente que Ashley não era honesta sob nenhum aspecto. Era má, e pela primeira vez durante muitos anos, duvidou de seu próprio interesse por uma mulher que possuía tão poucas características que ele realmente admirava.
Estavam quase chegando à porta de entrada, quando Demi lhe disse baixinho:
— Desculpe-me se o que lhe disse aborreceu-o. Mamãe sempre dizia que não devemos impor nossas opiniões aos outros.
— Você não me impôs nada que eu não estivesse muito interessado em ouvir.
Percebeu, pelo sorriso de Demetria, que a resposta encantara a garota.
Demi passou uma manhã agradável com sir Nick visitando as estrebarias. Ele contou-lhe que em Mere, assim como na maioria das outras mansões, era costume visitar as estrebarias na manhã do domingo. Ela reparou que os empregados tinham tido um grande trabalho para deixar tudo em ordem.
Os corredores estavam cobertos de areia limpa, havia palha nova nas baias, e os cavalos tinham sido escovados até ficarem com o pêlo brilhando como cetim. Não estavam ali há muito tempo, quando lorde Carnforth se aproximou falando de seus próprios cavalos. Zac Gillingham e três outros membros do grupo juntaram-se a eles.
— Levanta-se muito cedo, srta. Benson — disse lorde Dartford dirigindo-se a Demi.
— O dia está demasiadamente lindo, para ficar na cama.
— Concordo, mas todos fomos deitar muito tarde, tentando perseguir “Dona Sorte”, que evidentemente nos virou as costas.
— Perdeu muito? — perguntou Demi, amavelmente.
— Mais do que devia.
Ela o olhou intrigada, ouvindo-o dizer em seguida:
— Sei que me julgará um idiota, e é o que também penso de mim. Como todos os jogadores, estou sempre convencido de que encontrarei a fortuna ao virar a carta seguinte.
— Li certa vez como pode ser imensa a desvantagem de alguém que jogue continuamente com um vencedor contumaz nos jogos de cartas!
— Está me dizendo o que já sei! Conforme já ouviu, sou um perfeito idiota, mas talvez nesta companhia eu seja muito orgulhoso para confessar que não posso realmente dar-me ao luxo de jogar pagando apostas tão altas.
— Acho errado alguém pretender que o faça — disse Demi. — Se eu fosse o duque, certamente…
Não pôde terminar a frase, pois uma vez atrás dela perguntou:
— Por acaso ouvi dizer “se eu fosse o duque”? Estou interessado em escutar o fim dessa frase.

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Heloisa BEST eu tbm tava morrendo de saudades tuas! E concerteza 2 dias é MUITOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!  HAha ja to ###postando### Nossa vai ter BASTANTE cp´s, mais BASTANTE mesmhu! Mais a cada um a historia fica cada vez mais eeltrizante. Beijins de estrelas. te amhu BEST!

Bom gente eu espero do fundo do coração que vocês tenham gostado e muitooooo! *-*

2 coment´s! *-*

Beijins de estrelas.

Amhu vocês
Ass:Lívia.

2 pensamentos:

Heloisa_jemi.Nelena on 28 de fevereiro de 2011 12:43 disse...

gostado gostado e pouco eu tó amando espero mesmo que tenha mtos capitulos kkkkkkkkkkk mais o duque podia ser mais amavel com ela espero que essa historia tenha um final feliz
bjosssss

Heloisa_jemi.Nelena on 28 de fevereiro de 2011 12:45 disse...

e não demora para postar que eu tó super curiosaaaaa ahhhh quando vc vai começar a postar a outra historia ?sabe vc podia por as sinopses ai ia ficar mais facil decidir e só uma sugestão
bjosssssssss

 

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