segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

18° Capitulo

Por: Lívia Stramare
Lembrou-se então que Ashley tinha um marido. Ouvira seu tio mencionar o conde de Hellingford numa conversa, referindo-se aos leões que matara na África. Ao que a marquesa de Trumpington replicara:
— Existe uma leoa que ele devia ter levado, ou matado antes de partir!
Todos riram, ela porém não compreendera. Agora percebia que a marquesa devia estar se referindo à condessa de Hellingford. Pensando naquilo tudo, concluiu que não tivera a intenção de passear com o duque, e que não o considerava “um rapaz”… Ao mesmo tempo, sentia que era o tipo de homem cuja companhia agradava-lhe muito. Ficaria decepcionada se nunca mais pudesse sair com ele. Fora tão emocionante o passeio a cavalo sozinhos, e mais ainda aquela refeição matinal na casa da fazenda!
Parecera entender tudo quanto lhe dissera. Ocorreu-lhe então que, de todos os homens ali presentes, incluindo seu tio, ele era o único que não caçoaria de suas “idéias”, como as chamava.
“Gosto dele! Gosto muito mesmo!”, disse a si mesma. Pareceu-lhe injusto que a condessa quisesse tê-lo só para ela. Ficou imaginando, se amasse um homem, principalmente tão lindo quanto o duque, se teria ciúmes dele a ponto de ser tão grosseira com as outras mulheres.
— Está muito silenciosa — disse Taylor Fane, que mais uma vez era Seu vizinho à mesa. — No que está pensando?
Talvez porque já o conhecesse melhor, sem refletir no que ia dizer, foi sincera:
— Estava pensando no duque.
— Sugiro-lhe que pense em outra pessoa. A não ser que queira ver Ashley arrancando-lhe os olhos!
Por um momento ela ficou quieta, perguntando em seguida:
— Ela está muito apaixonada por ele?
— Ela pensa que está.
— E… o duque?
— Esta é uma pergunta cuja resposta cabe a ele mesmo. De qualquer modo, é melhor você não se preocupar com seus casos.
— Sim… é evidente. — Sentiu humildemente que fora imprudente por ter feito aquelas perguntas.
— É demasiadamente jovem para estar numa reunião como esta — disse ele bruscamente.
— Sei que todos são mais velhos do que eu… Mas estou tentando não ser importuna, uma vez que tio Nick foi tão gentil em trazer-me.
— Não o é em absoluto. O único inconveniente é você estar “perdendo o pé” e poder se magoar ao tentar nadar para a superfície.
— Por que haveria de me magoar? — Pensou que ele lhe daria uma explicação, mas ele mudou de idéia.
— Eu lhe direi uma outra vez, mas se aceitar meu conselho deixará o duque sozinho. — Fez uma pausa, e perguntou: — Fará isso?
— Tentarei — disse Demi, obediente.
Embora dissesse isso, sentiu ser aquela uma coisa que não queria fazer. Gostava do duque e desejava a sua companhia.
Terminado o almoço, e como se quisesse desfazer a má impressão causada pela condessa, sir Nick sugeriu a Demi um passeio a cavalo.
Tendo aceito, ela se divertiu muito, embora se sentisse um pouco culpada ao ouvi-lo falar, como se esta fosse a primeira vez que ela montava um dos cavalos do duque. Mas agora era tarde demais. Sabia que deveria ter-lhe contado que estivera cavalgando com o duque, no dia anterior pela manhã.
Entretanto, como já tivesse tomado café na casa da fazenda, e portanto não poderia tomar outro, só se encontrou com o tio muito depois. Além do mais, ele estava conversando com outras pessoas e não havia razão para atrair a atenção delas, contando que fizera um passeio a cavalo com o duque.
— Deveria ter-me lembrado ontem do quanto gosta de montar — disse-lhe o tio, após terem galopado pelo parque. — Você precisa aproveitar enquanto estiver aqui, pois os cavalos do duque são famosos.
Que coisa estranha, pensou Demi, sentindo-se deprimida ao pensar que não passearia mais com ele. Lembrou-se do passeio bem cedinho, quando o lago ainda estava envolto na neblina, e o duque galopara muito tempo antes de conversarem. Tinha sido maravilhoso.
Quando conversaram na casa da fazenda e ele se mostrara tão compreensivo, ela devia ter percebido que era bom demais para que se repetisse.
Sir Nick interrompeu seus pensamentos, perguntando-lhe enquanto os cavalos andavam lado a lado:
— Está gostando, Demi?
— Muito, tio Nick!
— Lastimo o que ocorreu hoje, mas Ashley é uma mulher difícil.
Como Demi não dissesse nada, ele continuou:
— Como deve saber, uma senhora não tem o direito de fazer cenas desse estilo. Ela não deveria censurar você unicamente pelo fato de ter ido à igreja. Contudo, quando tiver vivido neste mundo tanto quanto eu, descobrirá que temos que aceitar as coisas como elas se apresentam.
Rindo, Demi observou:
— Quando eu era criança, minha babá costumava dizer isso.
— É uma boa máxima para nós todos. A minha também costumava dizer: “Não espere demais para não ficar decepcionado!”
— Tenho certeza de que a minha diria o mesmo, tio Nick. Sabia uma porção de frases sábias. Às vezes, quando me lembro delas, julgo-as muito úteis.
— O que quero dizer-lhe — continuou sir Nick, como que seguindo seus próprios pensamentos — é que me sinto orgulhoso de seu comportamento. Sei o quanto deve ter sido difícil, para uma moça recém-saída do colégio, vir diretamente para Mere e enfrentar um grupo no qual todos se conhecem. Entretanto, foi muito bem-sucedida.
— Obrigada, tio Nick. Está sendo muito bondoso
— Algum dia desses, conversaremos sobre seu futuro. Mas não antes do fim da semana, quando partiremos. Quero que se divirta.
Demi não pôde evitar uma sensação de medo. Pelo seu modo de falar, teve certeza de que no fim da semana as notícias não seriam boas. “O que acontecerá comigo? Para onde irei?”, perguntou a si mesma.
Pensou quase desesperadamente que não tornaria a ver o duque. Prometera ao major Taylor que tentaria deixar o duque sozinho, mas não conseguia evitar pensar nele.
Ao voltarem do passeio, seu tio dissera-lhe que iria jogar bridge. Resolveu então ir procurar o sr. Lucas. Surpreendeu-se ao vê-lo em seu escritório num domingo.
— Talvez não devesse escolher justamente hoje para pedir-lhe que me mostre mais algumas coisas desta casa.
— Ficarei encantado, srta. Benson. Quando o duque está presente, o domingo para mim é igual a qualquer outro dia útil.
Levou-a à galeria dos quadros, à biblioteca e a muitas outras salas de recepção. Nestas, não só as paredes e tetos tinham sido projetados por Robert Adam, mas também os belos móveis dourados que as decoravam. Mais uma vez, Demi pensou que Mere era realmente um palácio encantado.
Ao entrarem no que o sr. Lucas disse ser a sala de estar prateada, ela viu que ali se encontravam alguns quadros mais modernos do que nas outras salas. Entre eles um retrato do duque, bem recente. Estava realmente maravilhoso com os trajes que usara na coroação do rei Jorge V.
Ao olhá-lo, e por estar tão bem pintado, Demi sentiu como se pudesse falar com ele, como o fizera ainda naquela manhã ao voltarem da igreja.
— O desenho sobre o consolo da lareira — informou o sr. Lucas — foi feito por Sargent. É um esboço da duquesa, no dia de seu casamento.
Espantada, Demi olhou para ele.
— A duquesa?

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Heloisa: Haha... eita BEST ein... MUITOOO OBRIGADA viU!  Faço questão de le-la! *-* ###POSTANDO## Amhu vc!
Mona; Obrigadinps BEST!  ###POSTANDO## Beijins de estrelas gata! *-*

Bom o cp tá aii! *-*

2 coment´s.

Beijins de estrelas.

Amhu vocês.
Ass:Lívia.

2 pensamentos:

Heloisa_jemi.Nelena on 28 de fevereiro de 2011 17:29 disse...

vc e maravilhosaaaaa e postaaa bem rapidinho se não se sabe eu morro de curiosidade viuuuuuu
bjossssss

Heloisa_jemi.Nelena on 28 de fevereiro de 2011 17:30 disse...

e não demora mto pra posta pq a noite eu não vou poder ler então se não quiser me matar de curiosidade postaaaa kkkkkkkkkkkkkk
bjossss Best

 

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