segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

19° Capitulo

Por: Lívia Stramare
— O duque foi casado. Não sabia?
— Não tinha idéia.
— Foi há muito tempo. Sua Excelência tinha apenas vinte e um anos. Ela morreu de uma queda numa caçada. Estavam casados apenas há um ano.
— Que horror! — exclamou Demi. Não podendo conter-se, perguntou: — O duque ficou… muito transtornado?
— Foi uma tragédia para todos. Mas agora quero mostrar-lhe estes quadros de crianças feitos por Hopner. São considerados uma bela ilustração de seu trabalho.
Demi sentiu que o sr. Lucas não desejava continuar falando da duquesa. Não conseguiu mais interessar-se no que ele dizia. Então o duque fora casado! Não sabia por quê, mas aquilo fora um choque para ela. Jamais lhe ocorrera que ele fosse viúvo. Talvez por isso, sentindo-se tão desesperado ao perder a mulher, passara a encher sua vida com amigos que fossem alegres, e o divertissem. Agora ela tinha consciência de que sabia tão pouco a seu respeito…
Antes de saírem daquela sala, seus olhos voltaram-se novamente para o retrato do duque. O artista captara seu olhar de alheamento, bem como a impressão que causava, de um domínio irresistível. Era difícil avaliar como teria sido a duquesa. Ela a achara bonita, de cabelos escuros e olhos grandes e pretos. Pensou que talvez ele só gostasse de mulheres morenas. Mas, então, lembrou-se que a condessa Hellingford era loura (aa pra mim ela é)…
Após vestir-se para o jantar, desejou não parecer muito sem graça, em comparação com aquelas mulheres lindas. Dissera ao duque que elas lhe lembravam “cisnes brancos deslizando sobre o lago”.
Ao olhar-se no espelho, pensou que o major Taylor tinha razão. Era demasiadamente jovem, e seu sucesso só existia na imaginação generosa de tio Nick.
Por ter apenas duas toaletes, resolveu vestir a mesma que usara na noite de sua chegada. Achara-a tão bonita, ao escolhê-la em Roma! Agora parecia-lhe comum. Preferia que tivesse babados de gaze ou de filo, e jóias para brilhar como as outras mulheres, que refulgiam tal qual estrelas.
Uma batida na porta interrompeu seus pensamentos. Miley foi abri-la, e ela pensou que nem mesmo as flores poderiam fazer com que se parecesse a não ser com uma colegial.
Miley voltou, dizendo-lhe:
— Senhorita, hoje não precisa escolher. Sua Excelência o fez pessoalmente.
— Mandou-as para mim? — perguntou Demi.
Seu coração pulou de alegria. Ele fora bondoso ao lembrar-se que ela não tinha brilhantes nem esmeraldas ou rubis para abrilhantar sua aparência. Em vez das jóias, enviara-lhe dois arranjos de orquídeas: um para ser colocado no vestido, e o outro na cabeça. Eram de um rosa muito pálido e diferentes das que Demi já tinha visto.
— São lindas, senhorita. Devem ser de uma espécie muito rara, e cultivadas no orquidário. Meu pai é o jardineiro que trata delas.Contou-me que Sua Excelência mandou buscar orquídeas em todas as partes do mundo.
— Estas são belíssimas! — exclamou Demi. — Um dos arranjos é para meus cabelos.
— Se quiser, senhoríta, posso prendê-lo na parte de trás de sua cabeça, igual a uma tiara, assim como usam na Rússia.
— Você já conheceu alguma russa?
— Sim, senhorita. No ano passado, quando o rei veio jantar, havia uma princesa russa aqui hospedada. Ela usou uma tiara de flores formando uma espécie de arco no alto da cabeça. É assim que estas orquídeas deverão ser colocadas.
Demi concordou. Miley arrumou-as artisticamente em sua cabeça. O outro ramo foi preso no vestido, um pouco abaixo do busto. Ao olhar-se no espelho, achou que o rosa das flores parecia atenuar a severidade de seu vestido. Reparou que seus olhos brilhavam e sentiu que não mais receava parecer pequena e insignificante.
O duque pensara nela! Mandara-lhe flores! Mas devia ter cuidado: não poderia agradecer-lhe em público, pois a condessa talvez se aborrecesse …
Tornaram a bater na porta. Desta vez era sir Nick.
— Está pronta, meu bem? Não devemos nos atrasar.
— Já estou pronta, titio.
— Que belas flores tem na cabeça… — fez uma pausa, e exclamou: — São naturais! Ao entrar, quando olhei para elas, pensei que fossem artificiais. São muito mais bonitas do que as que eu tenho visto. Agora vamos embora, senão perderemos o drinque antes do jantar.
Ao descerem, Demi esperava que ninguém reparasse nas lindas flores que estava usando. Não só receava que a condessa se zangasse, mas achava que qualquer comentário desagradável poderia perturbar sua felicidade, pelo fato de o duque ter pensado nela.
Felizmente todos já se encontravam no salão azul, e animados demais nas conversas, para repararem nela. Todavia, notou, embora pudesse estar enganada, que o duque lançara um olhar em sua direção, desviando-o em seguida.
Sentiu alguém pegando sua mão. A marquesa de Trumpington puxou-a para um lado.
— Lastimo, querida — disse ela —, que tenha ficado abalada com as palavras tão desagradáveis de Ashley antes do almoço. Se eu soubesse que desejava ir à igreja, teria ido com você.
— Seria uma grande gentileza, mas não queria ser um estorvo para ninguém.
— É claro que não. Esta é a última coisa que você seria — disse a marquesa  Nina carinhosamente. — Ashley é ridiculamente ciumenta de qualquer pessoa que fale com o duque. Bonita como você é, está sujeita a essas inconveniências.
— Não me julgo nada bonita quando olho para a senhora — disse Demicom toda a sua sinceridade.
A marquesa estava realmente bonita, com um vestido azul-turquesa que realçava seus cabelos morrons. Usava um colar e uma pequena tiara de águas-marinhas e um bracelete das mesmas pedras.
Sorriu ao ouvir o elogio, mas antes que pudesse responder, lorde Gilmour aproximou-se, dizendo:
— Ashley está se exibindo tal qual um pavão com duas caudas! Mas em minha opinião, nesta sala só existe uma mulher bonita: você, Nina!
No tom de sua voz havia algo que surpreendeu Demi. Ao ver a expressão dos olhos dele, compreendeu. Lorde Gilmour estava apaixonado pela marquesa! E ambos eram casados com outras pessoas!
Sentiu-se confusa, e ao sentar-se à mesa, olhou à sua volta, perguntando a si mesma quantos daqueles homens estariam enamorados das mulheres que não eram suas esposas. Mais uma vez, viu que a condessa de Hellingford se esforçava por atrair a atenção do duque, e a marquesa, com uma expressão muito suave nos olhos, ouvia o que lorde Gilmour estava lhe dizendo.
De frente para ela, a viscondessa Stort estava evidentemente tendo uma discussão muito íntima com o major Taylor. Olhou para seu tio. Pelo menos não parecia comprometido com nenhuma das senhoras presentes.
Lembrou-se então do tom irônico da condessa de Hellingford, referir-se naquela manhã à sua tia Selena: “…ou terá preferido Dorset?” Fora só após o almoço que ela compreendera. A condessa estava se referindo ao condado com aquele nome, mas a um homem. Ignorava que houvesse uma pessoa chamada lorde Dorset, até o momento em que já iam saindo para o passeio a cavalo, e ouviu seu tio dizer ao criado:
— Este não é meu chicote. O meu tem um punho dourado.
Ao olhar para ele, o homem respondeu:
— Desculpe, senhor. Na pressa, quando já estávamos vindo para cá, devo ter trazido o de lorde Dorset em vez do seu.
— Pois trate de devolvê-lo logo que chegarmos a Londres — dissera str Nick bruscamente. — E para outra vez, não seja tão descuidado!
Demi julgara que seu tio irritara-se inutilmente. Agora, porém, aquele nome, surgindo em sua lembrança, foi como um estalo. E como se arrumasse as peças de um quebra-cabeça, começou a compreender algumas coisas que a tinham preocupado.

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Heloisa: Haha você é que é D+++! E sua historia é...M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A!!!!!!!!!!! ###POSTANDO#### Pronto! E para a sua sorte eu tenho mais de 25 cps prontos! *-* haha! Beijins de estrelas! Te amhu BEST!

2 coment´s.

Beijins de estrelas.

Amhu vocês.


Ass:Lívia.

2 pensamentos:

Heloisa_jemi.Nelena on 28 de fevereiro de 2011 17:51 disse...

que bom que gostou best e que bom que vc tem mais de 25 capitulos prontos kkkkkkkkkk bjosssss

Heloisa_jemi.Nelena on 28 de fevereiro de 2011 17:54 disse...

vc tem noção de como eu fico aqui só esperando vc postar roendo as unhas(hipoteticamente) mais eu fico mto anciosa eu vou sair as 18:20 posta só mais um pra mim por favor
milhoessss de beijosssssss

 

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