segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

20 ° Capitulo

Por: Lívia Stramare
Tia Selena e lorde Dorset! Não era de admirar que não houvesse lugar para ela na casa de seu tio em Belgrave Square ou, pelo mesmo motivo, na sua casa de campo.
Agora, sentada àquela mesa, veio-lhe à memória o que seu pai costumava dizer sobre o casamento. Julgava-o uma bênção divina e, como tal, os vínculos que uniam o casal não deveriam ser rompidos.
Um dia, ao ver o marido preocupado, sua mãe perguntara-lhe:
— O que há, querido? Alguma preocupação?
— Foi o casamento que acabei de realizar — respondera o pai. — Senti um ambiente falso, em toda a igreja percebi que não havia nenhuma oração sincera ou um ato de fé.
— Talvez tenha se enganado.
— Não. Percebi claramente que a noiva estava se casando pelo dinheiro do noivo, que por sua vez via naquele casamento uma chance para ingressar num círculo social mais elevado do que aquele em que nascera.
— Não deve levar essas coisas muito a sério, querido — dissera sua mãe, levantando-se da mesa para ir beijá-lo.
— O casamento deve representar dedicação e uma união de amor — insistira seu pai.
— Como o nosso — dissera sua mãe, meigamente. — Assim será o que vai realizar amanhã, o de Wilcox. Ambos estão apaixonados. Sempre julguei aquela moça um tipo comum, mas agora está quase linda.
Houve muitas ocasiões em que seu pai acreditava ter casado duas pessoas que encontrariam a felicidade, por terem sido feitas uma para a outra. Dinheiro e posição social nada significavam para ele. O que contava era o amor.
Agora, pensando bem, Demi sentia que isso costumava acontecer mais habitualmente com pessoas humildes. Rapazes e moças que viviam em aldeias, ou outros, que embora ricos não aspiravam a posições sociais mais elevadas.
“Talvez o dinheiro corrompa”, pensou ela. Todavia, se a pessoa que o tivesse também possuísse um caráter honesto e ideais sublimes, então nada poderia atingi-los, mudá-los ou destruí-los.
Censurou-se então por estar sendo egoísta, pensando somente em si mesma, em vez de conversar com os dois cavalheiros entre os quais estava sentada. Virou-se para o da direita, procurando saber em que estaria interessado. Antes de terminar o jantar, constituído de sete pratos diferentes, ela havia conversado bastante e fora bem-sucedida em seu intento.
Ao se dirigirem para a sala de visitas, Demi procurou aproximar-se da marquesa de Trumpington. Sorrindo, perguntou-lhe:
— Acha que eu poderia tocar piano? Se o fizer bem baixinho, não atrapalharei as conversas.
Pensando que Demi quisesse evitar novo atrito com a condessa, a marquesa respondeu imediatamente:
— Seria uma ótima idéia, e gostaria de ouvi-la tocar. Deve ter tido um bom professor em Roma.
— Sim, um italiano para quem a música era toda a sua vida. — Assim falando, dirigindo-se para uma salinha onde estava o piano.
Era um Broadway magnífico. Ao sentar-se, e mal suas mãos tocaram as teclas, percebeu que jamais tivera a oportunidade de tocar num instrumento como aquele.
Iniciou com uma música suave de Chopin. Evitava assim que a condessa pudesse achar que ela estava interrompendo as conversas.
Demi achou que naquela noite Ashley estava ainda mais linda, realçando-se sobre todas as outras. Pensou que aquilo ocorria porque amava o duque e era correspondida. Isso lhe deu uma sensação estranha, embora não soubesse a causa. Era a mesma sensação dolorosa que sentira ao saber que o duque fora casado. Procurou então concentrar-se no que estava tocando.
De Chopin, passou para uma melodia romântica de Offenbach, e quando os homens entraram na sala, achou que devia parar de tocar. Agora, certamente, estaria livre da condessa. Ao ver o duque entrar na sala e dirigir-se para o grupo de senhoras, ergueu-se do piano e caminhou rapidamente, a fim de esgueirar-se por uma porta envidraçada que dava para o terraço.
A noite estava quente, sem uma brisa sequer. O céu estava recamado de estrelas, e o luar banhava o jardim, prateando a água do lago. Sem ter idéia de para onde deveria dirigir-se, foi até o fim do terraço, desceu alguns degraus que davam no gramado, e afastou-se da casa.
Ao sentir-se isolada de todos, achou que fora ridículo ter-se atemorizado com as pessoas. Sabia, porém, não desejar que a condessa de Hellingford destruísse o enlevo do qual estava possuída, desde que chegara a Mere. Já bastava que uma parte de seu sonho tivesse sido atingida ao ver e ouvir certas coisas que antes não percebera. E o que ficara sabendo estava maculando a beleza que a fascinara.
“É como se eu despertasse”, pensou ela, “quando quero continuar sonhando.” Sentia como se aquele conto de fadas estivesse se apagando, e ela seria deixada com a realidade, que poderia parecer-lhe feia e desagradável.
O encanto que havia naquele jardim afigurava-se-lhe igual à frescura da mão sobre uma testa febril. Qualquer coisa que estivesse acontecendo na sala de visitas brilhantemente iluminada ficara paratrás. Aqui havia paz e a magia serena da noite.
Havia também a fragrância de flores noturnas, o guincho estridente de algum morcego ocasional. Mais do que tudo, havia a lua, as estrelas e a sensação de estar cercada por seres de outro mundo, embora não os visse. Pensou que talvez fossem os antigos moradores de Mere. Como ela, poderiam ter um dia caminhado pelo jardim, para escapar de suas dificuldades e preocupações.
Talvez fossem também seres celestiais, que pudessem movimentar-se entre os mortais. Exerciam sua influência, para que buscassem algo mais elevado do que eles mesmos. Alguma coisa que ali estivesse, porém, fora de seu alcance.
Ao se aproximar de um tanque de nenúfares, cercado por uma sebe artisticamente podada, estava perdida em seus devaneios. Não poderia descrever a felicidade que sentia. Cada passo que dava afastava-a de tudo que a perturbara. Sentiu-se como se estivesse enfeitiçada, porque todo o seu ser elevara-se espiritualmente.
No centro do tanque de nenúfares havia uma estátua de Eros. Carregava um grande peixe nos braços, de cuja boca saía um filete de água que caía no tanque. O luar dava-lhe reflexos prateados, tornando-o sedutor, e ouvia-se apenas o murmúrio da água.
Ao olhar para cima, Demi sentiu a impressão de que alguma coisa dentro dela, talvez seu coração, afluísse para o céu, impregnando-lhe aquela força da qual falara ao duque, o poder que sabia originar-se de Deus e só a Ele pertencia.
Logo em seguida, ouviu passos no caminho que a trouxera até o tanque de nenúfares. Reteve a respiração por alguns segundos, com a esperança, que não conseguia reprimir, de que fosse o duque que a estivesse procurando. Em vez dele, porém, viu o major Taylor.

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Heloisa: eita você consegue ein.... haha agora tenho 30 cps! *-* Bom beijins de estrelas. OBG pelo carinho! Amhu você!

2 coment´s.

Beijins de estrelas..

Amhu vocês.
Ass:Lívia.

7 pensamentos:

Heloisa_jemi.Nelena on 28 de fevereiro de 2011 18:12 disse...

obrigada tá perfeito amo essa historia e não demora para postar bjosss

Heloisa_jemi.Nelena on 28 de fevereiro de 2011 18:13 disse...

eu já disse que amo essa historia? poie amo essa historia e maravilhosaaaa bjoss ate amanhã

Paola on 28 de fevereiro de 2011 18:40 disse...

Tahhh lindoooo d+++++!!!!
perfeitooooo, mais quando nao tah né??!! KKKKKKK

euuuu amoooo suaa historiaaaa, linddaaa, perfeitaaa <33

postaaa logo ein super divah q eu amoo mttt!!! <33

beijosssssss!!!!

Paola on 28 de fevereiro de 2011 18:42 disse...

Ahh e outra coisinha, vs pode divulgar meu blog??! e dar uma passadinha la tbm??!!!
paola-jemiforever.blogspot.com

mmttt obg amree!!

possstaaaa logo einn!!

beijosssss<3

monalisa on 28 de fevereiro de 2011 18:58 disse...

ameiiiiiiiiii !!
perfeitoo de mais !!
posta posta posta posta posta !!
bjsssss best :)

Tay. on 28 de fevereiro de 2011 19:56 disse...

BEST FOREVER TA PERFEITOOOOOO....

POSTA LOGO PLEASE...

e desculpa não ter comentado nos outros cap... mais é que vc posta muito rapido... quando eu entro já tem uns 3 cap, e dai eu só comento no ultimo :X....

beijos.. ti amu...

by : Tay.

Tay. on 28 de fevereiro de 2011 20:12 disse...

best, tem um selinho te esperando no meu blog, da uma passadinha lá: http://bestfrindsforever-taylla.blogspot.com/2011/02/selinhos-wow.html

beijos...

By: Tay.

 

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