domingo, 20 de fevereiro de 2011

3° Capitulo

Por: Lívia Stramare

— Impossível! Completa e absolutamente impossível! — contestou Archie Carnforth. — Está dizendo tolices, Nick! Você pode imaginar esse tipo de mulher que sugeriu, capaz de conversar com Daisy ou Kitty, sem que estas, percebendo a situação, após dez minutos a fizessem chorar?
— Sim, se ela fosse pretensiosa — respondeu Nick Benson. — Mas se fosse muito jovem, assim como a Eliza Doolittle de Shaw, acho que elas a aceitariam.
— Muito jovem? — perguntou Archie Carnforth. — Santo Deus! Já teve ocasião de ver uma debutante, apenas recém-saída de uma escola, desajeitada, muda e desesperadoramente tímida? Sinto-me sempre surpreso de que o simples ato do casamento possa torná-las as criaturas espirituosas e encantadoras que julgamos tão sedutoras.
— Suponho que o casamento produza o mesmo efeito do foneticista de Shaw — admitiu Nick. — Mas creio que estamos nos afastando do assunto. O que estou tentando dizer é que seria possível adestrar uma completa desconhecida como se adestrou aquele cavalo que foi o vencedor desta tarde para derrotar o favorito.
O duque ouvia com atenção, e era evidente que se mostrava interessado no que sir Nick estava sugerindo. Após um momento, disse:
— O que está dizendo é que, supondo-se que uma moça ingresse em nosso círculo privado, ela não ficaria desajeitada e muda como Archie sugeriu? Mas que em pouco tempo se tornaria bem-educada e confiante, como nos julgamos ser?
— E somos! — declarou Zac.
— Está bem. Como somos — concordou o duque.
— É isso mesmo — respondeu Nick. — Você entendeu muito bem. E o que Archie tem a dizer?
— Digo que você enlouqueceu e que isso é completamente impossível, a não ser no palco. Se está tão certo de si mesmo, Nick, é melhor provar, do contrário ninguém acreditará em sua teoria.
Verificou-se um silêncio imprevisto. E, então, o duque disse num tom jocoso:
— Nick, isso é um desafio. Por uma vez estou disposto a fazer uma aposta!
— Eu também! — exclamou um dos convidados. — Quem se encarregará de anotar ás apostas?
— Farei isso — anunciou Zac. Observara que a idéia interessara ao duque. Pensou que aquilo poderia ser um excelente meio de tirá-lo daquele estado de introspecção. “Pelo menos, é uma coisa nova”, pensou. “Só Deus sabe se conseguiremos fazê-la durar.”
— Ora, Nick — disse ao amigo —, espero que agora não vá arrepiar carreira.
— Não tenho intenção de fazer isso — replicou sir Nick, bruscamente. — Deixem-me pensar um minuto.
— O que estamos lhe pedindo — explicou o duque, como se desejasse esclarecer o assunto — é apresentar-nos uma moça. Aliás, para não perder tempo, ela não precisa ter ascendência ilustre. Não deve ter tido nenhum contato com o mundo social e nenhuma experiência com qualquer coisa que nos seja demasiadamente familiar. Então, num curto espaço de tempo, terá que sentir-se tão à vontade em nosso meio, que a aceitaremos como uma das nossas. Está certo?
Nick Benson inclinou a cabeça, e lorde Carnforth disse com um sorriso:
— Estou preparado para apostar mil contra um que Nick fracassará melancolicamente em suas aspirações teóricas.
— Pois estou disposto a apoiá-lo, Archie — disse um homem sentado perto dele. — Muito bem, Nick. Aposto quinhentas libras como essa experiência fracassará completamente.
— Aceito as apostas — declarou sir Nick. — E você, Joseph?
— Pretendo ser o juiz. Quero deixar bem claro desde já, zac, que a decisão do juiz é a final.
— Sim, naturalmente — concordou Zac. — Quem aposta? Nick, pessoalmente pretendo apoiá-lo.
— Obrigado, Zac. Tenho um pressentimento de que precisarei de um amigo.
— Pode contar comigo, também — observou outro convidado, enquanto mais três apostavam quantias pequenas contra sir Nick.
— Isso vai custar-lhe um bocado de dinheiro — disse Zac ao somar as apostas.
— Não vou perder — declarou sir Nick. — Embora eu lhes jure que nem imaginava uma coisa dessas ao começar a discussão, acho que sei exatamente quem deve ser a moça adequada para esta experiência.
— Queremos saber tudo a respeito dela — disse o duque. — Precisamos ter certeza de que você não se prevalecerá disso para tomar a dianteira.
— Não estou fazendo nada disso — replicou Nick —, pois há uns três anos que não a vejo.
— Quem é ela?
— Acontece que é minha sobrinha.
Reinou silêncio na sala, interrompido por lorde Garnforth:
— É melhor sabermos todos os detalhes antes de aceitarmos a entrada de Nick nessa competição.
— Estou preparado para fornecê-los — respondeu Nick. — Essa moça é filha de meu irmão, de quem talvez se lembrem: era um sacerdote. Foi o vigário de uma modesta paróquia em Worcestershire.
Alguém riu, dizendo em seguida:
— Desculpe, Nick, mas não tinha idéia de que seu irmão fosse um sacerdote. É a coisa mais absurda que já ouvi. Você, um brilhante homem de sociedade, ter um irmão que faz parte da igreja!
— É verdade — replicou Nick. — E, quando meu irmão morreu mandei sua filha estudar numa escola em Roma.
— Por que fez isso?
— Ela parecia ser uma garota tranqüila, estudiosa, com dons artísticos. Achei que lá receberia uma educação melhor. E, para ser franco poupou-me as preocupações nas férias.
— Está querendo dizer — arriscou o duque — que Selena não aprecia muito as mocinhas, e não sabe o que fazer com elas.
— Exatamente! — concordou sir Nick. — É isso mesmo.
Todos os que ouviam compreenderam perfeitamente. Selena Bensom a mulher de sir Nick, sempre comprometida com um caso amoroso, não havia de querer uma moça em sua casa. Principalmente uma sobrinha nada sofisticada, que talvez viesse a censurar o comportamento da tia E ainda mais. Sabiam que Selena estava atingindo a idade na qual não desejava ser tia de ninguém!
— Por isso, mandou-a para Roma — voltou a dizer o duque, — O que aconteceu depois?
— Ela cresceu. E a escola, que por acaso é um convento, não pôde conservá-la mais tempo.
— Um convento! — exclamou Zac.
— É um convento-escola — explicou sir Nick. — As freiras ensinam algumas matérias, e há também professores externos que lecionam outras disciplinas. A maioria das alunas é católica. Contudo, aceitam moças de outras religiões. Não tive dificuldade para internar Demetria.
— Ah, ela se chama Demetria? — perguntou o duque.

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Ahhh um novo começo esta por vir.

Aila: BEST agradeço seu carinho e dedicação. Obrigada por gostar. Te amhu BEST!
Paola: ooo florzinha você é uma fofa. ###POSTANDO### Divah? HAA que emoção! Brigadins. Beijins de estrelas.

Espero que tenham gostado e se derem 1 coment eu posyo DIRETOOOOO hoje.

Beijins de estrelas.
Ass:Lívia

2 pensamentos:

ferp on 20 de fevereiro de 2011 15:08 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paola on 20 de fevereiro de 2011 15:13 disse...

Tahhh lindoooo d++++!!!
Já disse q eu to amando??!! pq eu to msm!!! hehe'

Bom, agra ja tem um coment, entaooo postaaa outroo plisss!!!

beijosssss;**

 

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