domingo, 20 de fevereiro de 2011

4° Capitulo

Por: Lívia Stramare
Sir Nick inclinou a cabeça afirmativamente e acrescentou:
— Fui muito franco com os senhores. Não a vejo há uns três ano. Naquela época eu a achava atraente, de uma beleza um tanto incomum. Mas nesse ínterim, qualquer coisa poderá ter ocorrido.
— O que você está esperando — observou alguém — é que seu “cavalinho azarão” se torne uma beleza.
— É evidente — concordou sir Nick —, mas como um bom esportista, devem reconhecer que estou dando uma chance a todos, para provar que se estiver enganado, isso certamente vai me custar uma fortuna!
— Pelo menos, está certo quanto a isso! — disse Zac olhando para a lista das apostas.
— Pode falar-nos um pouco mais de sua sobrinha? — perguntou o duque.
— Para ser franco, o que sei é bem pouco. Ela me manda cartas respeitosas e muito interessantes. Evidentemente, é inteligente e, espero, bastante culta.
— Mas não demasiadamente — exclamou um dos homens. — Se há uma coisa que detesto é uma mulher culta e talentosa!
— Terá que ser inteligente — replicou Zac —, se é que deve realizar as esperanças que Nick nela depositou.
— Sim, é claro, esqueci-me disso.
— Entretanto, ela pode ser tão bronca, calada e tímida quanto Archie previu — observou sir Nick. — O que espero é que tenha algo do pai, e como diriam os turfistas, que possa galopar folgadamente para alcançar a meta triunfal.
— Acho que está pedindo demais — disse o duque com um sorriso.
— Se ela for igual a você, Nick, deixará a sociedade aparentemente desorientada, como fez a heroína de Shaw.
Seu comentário encerrava uma certa verdade, pois sir Nick Benson era o protótipo da elegância e sutileza. Sob determinados aspectos, era considerado o equivalente atual dos dândis georgianos, que se concentravam em redor do príncipe regente.
O rei Eduardo o julgava o mais espirituoso de seus amigos. Raramente realizavam uma festa na Casa de Marlborough, e posteriormente no Palácio Buckingham, sem a presença de sir Nick.
Com a morte do rei, ele se afeiçoara ao duque. Conseguira alegrar o que era conhecido como o “grupo Windlemere”, transmitindo sua finura, seu senso de humor e sua originalidade àqueles que tentavam manter o duque como sua propriedade individual.
Estava agora com mais de quarenta anos, mas parecia muito mais moço. Seu porte e a elegância no trajar causavam inveja a todos os rapazes ambiciosos do mundo social.
Quando foram jantar, Zac pensou que era bem típico de Nick sugerir uma nova distração. No momento, aquela era a resposta para o duque, que desejava alguma novidade.
Não teve dúvidas de que o duque Joseph estava interessado, pois ao sentar-se à cabeceira da mesa, com sir Nick à direita, perguntou:
— Quando iniciaremos nossa experiência?
— É o que desejo saber — foi logo dizendo lorde Carnforth. — E nada de trapaças, Nick, caso pense em instruir a moça antecipadamente.
— É isso mesmo que quer saber? — perguntou sir Nick. — Acho que se eu não puder falar com ela e contar-lhe o que pretendemos, terei uma grande desvantagem.
— Acredito que a desvantagem seja dela, por ser sua sobrinha — disse um deles rindo.
— Isso é evidentemente um elogio — observou o duque. — Entretanto, sendo juiz, não posso permitir que Nick venha a arcar com toda a responsabilidade.
— Posso ver que Archie duvida realmente de mim — replicou sir Nick. — Portanto, estou disposto a correr um risco, o que vocês certamente apreciarão.
— E qual é? — perguntou lorde Carnforth.
— Permitirei que um de vocês, aqui escolhido, vá comigo receber Demetria. Ela chegará depois de amanhã à estação Vitória. Depois lhes caberá decidir para onde devemos levá-la, e como se encontrarão com ela pela primeira vez.
Após um curto silêncio, o duque falou:
— Ia justamente sugerir que ela viesse para cá. Mas depois de amanhã é sexta-feira, e pretendia ir para Mere.
— É evidente! — exclamou Archie Carnforth. — Mere seria o lugar ideal para Demetria provar seus méritos.
— Julgo — disse sir ncik com um sorriso — que ela achará Mere tão deprimente, tão suntuosa, que emudecerá de espanto mal a veja.
— Pode sugerir outro lugar melhor? — perguntou Archie.
— Não, e mais uma vez aceito o desafio. Joseph tem razão. Uma reunião em Mere seria um teste difícil para qualquer mulher, e muito mais para uma moça inexperiente. Assim, de uma vez por todas poderei provar meu ponto de vista.
— Pessoalmente, acho que está louco, embora eu o esteja apoiando — disse Zac. — Contudo, se pegar sua sobrinha na estação Vitória, estará em Mere no espaço de uma hora e meia, com um dos carros de Joseph.
— Concordo — disse sir Nick. — Quanto a você, Archie, pode mandar qualquer um que quiser para acompanhar-nos. Assim saberá que não estou dopando o cavalo antes de a corrida começar.
— Pensarei em alguém — replicou Archie Carnforth.
— Não se apresse — observou sir Nick, bem-humorado. — Deveríamos chegar a Mere mais ou menos às seis e meia, assim ela teria tempo suficiente para vestir-se antes do jantar.
Com um sorriso, lançou um olhar à sua volta, parecendo satisfeito de si mesmo.
“Está apostando com segurança”, pensou Zac, intimamente, “ou então é um jogador mais imprudente do que eu imaginava.” Não estava propriamente preocupado com sir Nick. Em todo caso, no momento, a expressão de tédio desaparecera dos olhos de Joseph.

Quando o trem chegou aos subúrbios de Londres, Demetria começou a arrumar suas malas. As duas moças que estavam com ela fizeram a mesma coisa.
— Será que seremos apresentadas no mesmo salão? — perguntou uma delas. — E você, Demetria?
— Não sei o que acontecerá comigo — respondeu ela com uma voz suave. — Como sabem, não tenho mãe para apresentar-me. Aliás, meus pais morreram.
— Oh, esqueci-me de que era órfã! — exclamou a moça. — Pobre Demetria! Mas talvez possamos nos encontrar, se você ficar em Londres.
— Ignoro também onde ficarei — respondeu Demetria. — De vez em quando recebo cartas de meu tio com poucas notícias. É realmente assustador iniciar uma nova vida sem ter idéia de como será, e nem mesmo de onde viverei.
— Acho isso horrível — observou uma de suas amigas. — Espero que tudo dê certo. Você é inteligente demais para evitar que isso aconteça.
— Quem me dera que fosse verdade — Demetria sorriu. — De qualquer forma, conheço minha tia. Não ficará muito impressionada com minha cultura livresca.
Ao falar, lembrou-se de sua tia Selena, quando a vira na última vez Elegantemente vestida, mas com uma expressão dura em seu belo rosto. Ingenuamente, Demetria lhe perguntara se iria para casa nas férias.
— Para casa?! — exclamara lady Benson com aspereza. — Se está pensando em vir para cá, a resposta é não! Ficará em Roma até completar sua educação, o que levará pelo menos três anos.
— Todo esse tempo? — perguntara Demetria, consternada.
— Você é uma moça de sorte! Seu tio gasta uma fortuna para ma tê-la em Roma! Receberá uma educação excelente! Pelo menos, deve sentir-se grata!
— Mas sou grata, muito grata… — respondera Demetria. — Só que a idéia de estar entre desconhecidos… saber que não conheço ninguém…
— Sendo órfã, tem que habituar-se com os desconhecidos — interrompeu-a  lady Benson. — Demetria, quero deixar bem claro que não tenho nenhuma tendência para ser acompanhante de uma garota. Não gosto de crianças e graças a Deus não tenho filhos!
— Compreendo… — disse Demetria, humildemente.
No dia seguinte, quando partira para Roma com outras companheiras não se despedira de Seelna porque a tia ainda não se levantara.

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Espero que esteja amando!!! *-*

Agradeço muito a você Paola. Muitoo obrigada! Devo muito a você. OBRIGADA

E continuo a postar direto. 1 comente, e 1 post.

Beijins de estrelas.

Amhu VCS!
Ass:Lívia.

1 pensamentos:

Aillinha on 20 de fevereiro de 2011 19:10 disse...

minha lindaaaaaaa esta maravilhoso postaaa logo super curiosaaa

 

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