sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

7° Capitulo

Por: Lívia Stramare

Por um momento pensou que parecia demasiadamente jovem para ser Demetria. Mas quando chegou mais perto, teve certeza que era ela.
Ao avistar sir Nick, saiu correndo em sua direção, exclamando:
— Tio Nick! — Havia alegria em sua voz. — Tinha tanta esperança de que o senhor viesse receber-me! É um prazer vê-lo e uma satisfação estar aqui novamente!
Sir Nick beijou-a na face, dizendo em seguida:
— Estou contente por ter voltado, Demi. Deixe-me olhá-la… Não parece ter crescido muito.
Ele a afastara um pouco, e Zac sabia que tinha outro motivo para inspecioná-la, além do fato de ser sua sobrinha.
Zac suspirou fundo. Se esperara algo diferente de uma colegial comum, suas esperanças haviam-se realizado. Demetria não se parecia absolutamente com qualquer colegial que conhecera antes. Olhando para seu rosto, era difícil pensar que tivesse mais do que uns quinze ou dezesseis anos. Mas, por baixo da toalete azul de viagem, vislumbrou um corpo harmoniosamente bem-feito.
No momento, porém, Zac estava unicamente preocupado com o rosto. Não lhe foi difícil concluir que ela não era propriamente bonita, mas atraente, sendo, contudo, diferente das outras mulheres.
Desde o começo do século, ficara mais ou menos estipulado um padrão de beleza feminina. As mais admiradas eram altas, louras, olhos azuis e formas ligeiramente avantajadas.
Demetria não era nada disso. Era pequena, delgada, a pele de uma alvura que lembrava a de um céu ao amanhecer. Os olhos de um marrom transparente. Por parecer tão jovem, seu rosto deveria ser redondo, no entanto, o queixo era oval, o narizinho muito reto e os lábios bem delineados.
Quando sir Nick a apresentou, ela sorriu. Ele teve a impressão de que em seus olhos estranhos brilhavam a luz do sol, e em seu sorriso o encanto espontâneo que o fez lembrar de sua infância.
— Este é Zac Gillingham, um velho amigo que nos acompanhará na viagem que faremos para o campo.
— Para o campo, tio Nick! — exclamou ela. — Que maravilha! Aonde iremos?
— Para a casa de outro amigo, o duque de Windlemere — respondeu seu tio. — É uma das mais lindas mansões da Inglaterra. Acho que gostará de conhecê-la.
— Parece muito emocionante! Mas ainda mais emocionante do que tudo é estar aqui com o senhor.
O carregador retirara do trem a bagagem de Demetria. Zac observou que consistia apenas em duas pequenas malas de couro. Demetria estava desculpando-se pelo atraso do trem, devido à travessia do canal ter sido muito agitada.
— Você enjoou? — perguntou sir Nick.
— Não, mas muitas pessoas se sentiram mal. Tive pena, mas não podia fazer nada, e por isso fiquei no convés.
Ao saírem da estação, dois carros grandes já os esperavam. Um deles, com um motorista de uniforme verde-garrafa, tendo ao seu lado um criado de libre. O outro deveria levar a bagagem e também os empregados de sir Nick e de Zac.
Demi entrou no primeiro e, ao sentar-se atrás, exclamou:
— Tudo isso é realmente emocionante! Desde que saí da Inglaterra, só andei de carro umas três vezes.
— Está dizendo que não existem carros em Roma? — perguntou Zac.
— Não! Existe uma quantidade deles. Mas as freiras preferiam que andássemos a pé. Eu só andava de carro quando era convidada por uma das alunas. Em Roma a maior parte das pessoas prefere andar em carruagens abertas. Pode-se apreciar mais a beleza da cidade.
— Isso é verdade — atalhou Zac. — Ao se andar pela região rural a sessenta quilômetros por hora, não vemos nada a não ser a poeira do próprio carro, e ouvimos apenas o ruído do motor.
— Pois eu prefiro os cavalos — disse sir Nick. — Mas evidentemente, é muito mais rápido viajar como estamos fazendo. Assim, apesar do atraso do trem, teremos tempo de trocar de roupa antes do jantar, sem nos afobarmos.
Ao falar no jantar, tornou a lembrar-se das toaletes que ela devia ter. Virou-se para a sobrinha e disse:
— Espero que tenha um vestido bem bonito. A reunião será muito elegante.
Como Demetria não respondesse, Zac imaginou que sir Nick devia estar sem respirar de tanto receio…
— Acho muito bonitos os que comprei em Roma com o dinheiro que teve a bondade de enviar-me todos esses anos. Talvez não sejam bastante elegantes para seus amigos.
Ao dizer isso, lembrou-se de que o pai sempre descrevia os amigos do irmão como ricos e elegantes. Costumava caçoar daquela ostentação superficial.
De repente seus olhos marrons manifestaram preocupação. Como se não pudesse suportar vê-la aflita por algo que sentia em seu subconsciente, sir Nick apressou-se a dizer:
— Estou certo de que tem bom gosto. Este vestido assenta-lhe muito bem.
Zac pensou que ele era realmente muito simples, mas sem poder explicar, achou que estava bem adequado para Demetria. Seu chapéu, ligeiramente para trás, dava-lhe um aspecto muito jovem. Os modernos eram excessivamente enfeitados com plumas e fitas. O dela tinha apenas algumas fitas azuis que formavam como um halo em volta de sua cabeça pequena.
Os carros logo se afastaram do perímetro urbano de Londres. Demi inclinou-se para a frente a fim de admirar a paisagem.
— Esquecera-me de que a Inglaterra fosse tão verde — disse, como se falando consigo mesma. — As árvores são tão lindas! Só eu sei o quanto senti a falta delas, nesses três anos.
— Sentiu saudades de casa? — perguntou sir Nick.
— Acho o termo correto, embora há muito não tenha uma casa. Talvez sintamos falta de nosso próprio ambiente, da terra em que nascemos.
Zac ficou espantado. Com palavras diferentes, ela estava dizendo o que Archie Carnforth afirmava sobre o ambiente. O dela fora um vicariato no campo, tão afastado de Windlemere quanto o pólo norte e pólo sul.
Enquanto os carros pareciam devorar os quilômetros velozmente, Zac notou que Demetria não tagarelava, como qualquer outra mulher o faria. Tinha certeza de que sir Nick apreciava o fato de ela estar quieta. Era sempre desagradável conversar enquanto se ouvia o ruído do carro. Ficou imaginando se Demetria estava calada por não ter o que dizer, ou se possuía bastante sensibilidade para compreender que os homens não tinham vontade de falar naquelas circunstâncias.
Foi só quando já estavam chegando a Mere que sir Nick disse:
— Devo avisá-la de que será uma grande reunião, com os amigos íntimos do duque. Sei que lastimará a ausência de sua tia, Demi, que infelizmente não estará conosco esta semana. Foi visitar a mãe que está enferma.
— Coitada! Sinto muito por ela — disse Demi. Ao falar isso, percebeu que estava errada por sentir-se aliviada.
Não se esquecera do que a tia lhe falara antes de ter sido mandada para Roma. Pensara e preocupara-se muito com o que ela dissera, ao chegar à Inglaterra. Todavia, sentia-se feliz por passar uma semana sozinha com o tio, onde quer que fossem ficar.
Embora muito diferentes de temperamento, ele era o irmão de seu amado pai. Talvez sir Nick discordasse, mas ela achava-os parecidos, mesmo que ninguém tivesse essa opinião. Talvez fosse o modo de sorrir ou o de falar, ou uma expressão nos olhos dele.
Mas seu pai não era tão vistoso e, como pastor, não se vestia com aquela elegância requintada. Sabia ser essa uma das características de seu tio. No entanto, por serem irmãos, havia uma semelhança de família que a fazia sentir como se estivesse voltando para casa. Como se uma parte de sua família, embora pequena, a estivesse esperando.
— Gostarei de conhecer seus amigos, tio Nick. E por favor, avise-me se eú fizer algo errado. Não gostaria de envergonhá-lo.
— Tenho certeza de que isso não acontecerá. Quero, porém, sugerir-lhe que ao chegar vá logo para seu quarto e não se apresse para vestir-se. Deve usar seu melhor vestido, pois a primeira impressão é muito importante.
— Está me deixando nervosa — disse Demi, rindo. — Não acredito que alguém vá reparar em mim. O que desejo é olhar para todas as pessoas interessantes e portanto excitantes que conhece. Às vezes mamãe costumava ler no noticiário da corte esses nomes importantes. Para mim, aquilo era como se estivesse ouvindo um conto de fadas.
Seu modo de falar era tão ingênuo e natural, que Zac disse:
— Tem razão, Demtria. E quando conhecer o duque, saberá que é o Príncipe Encantado, embora seu tio esteja bem colocado para disputar um segundo lugar nessa representação.
— Você me desvanece — disse sir Nick, rindo.
Batendo palmas, Demi observou satisfeita:
— O que estão querendo dizer é que, tal qual Cinderela, estou indo para o baile. Poderia haver uma carruagem melhor do que esta? Evidentemente, deveria ter seis cavalos brancos para puxá-la.
— E nesse caso — atalhou Zac —, não deveríamos faltar ao banquete do príncipe, ao qual chegaríamos só depois da meia-noite.
— Isso seria uma decepção, e eu não teria sequer um sapatinho de vidro para perder. Não que eu vá usar um, esta noite!
— Não faz mal — disse sir Nick. — Embeleze-se tanto quanto for possível, e irei buscá-la antes do jantar.
— Obrigada, tio Nick, é muito gentil. Prometo que não o farei esperar.
— É melhor não o fazer. O duque é muito exigente com o horário. Se há uma coisa que o irrita é alguém se atrasar para o jantar. — O modo como falou isso fez com que Demi o olhasse pensativa.
— Tenho a impressão de que está quase com medo do duque — disse ela francamente. — Afinal, talvez ele não seja um Príncipe Encantado, mas o rei dos demônios!
Zac e sir Nick acharam graça.
— Espere até vê-lo! — observou Zac. — Não dirá mais isso.
Desde o primeiro momento, Demi pensou que Mere parecia realmente um palácio encantado. Vislumbrou delineada no horizonte a silhueta do telhado imenso, encimado pelo estandarte do duque. Arregalou os olhos para a maior e mais famosa mansão planejada por Robert Adam, em toda a Grã-Bretanha.
Sua cúpula imensa, as alas que se projetavam do edifício central e as centenas de janelas não eram apenas bonitas, mas tão imponentes que Demi sentiu ser aquela a Inglaterra que sempre desejara conhecer.
Seu pai talvez menosprezasse a vida que seu irmão levava. Ela, porém, sempre a julgara como tendo um encanto e um quê de mistério que estimulavam sua imaginação e até coloriam seus sonhos.

**************
Bom é isso aiii.

Amei os coments.

Mona: Você é um doce! ##POSTANDO## Beijins de estrelas.

Heloisa: Só vc mesmo. ###POSTANDO### O cp tá aii.. espero que tenha gostado, viu. Beijins de estrelas.

Bom somente 2 coment´s pro próximo cp.

È isso.

Beijins de estrelas.
Ass:Lívia.

2 pensamentos:

Heloisa_jemi.Nelena on 25 de fevereiro de 2011 18:06 disse...

táaaa maravilhosoooo
adorei tó super curiosaaaaa
vc vai me matar desse jeito kkkkkkk
bjossssss

Heloisa_jemi.Nelena on 25 de fevereiro de 2011 18:07 disse...

para de ser chata e posta logooooo
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
vc vai me mata de tant curiosidade eu ameiiiiiii e que eessse final de semana eu vou viajar então tem que ser hj pleaseeeeeeeeeee
bjossssssss

 

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