sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

8° Capitulo

Por: Lívia Stramare
Pela primeira vez, veria agora a Inglaterra que tornara o século XVIII uma época de progresso arquitetônico. Uma Inglaterra que, no reinado de Jorge IV, instituíra um padrão de luxo e elegância que causava inveja em toda a Europa.
Por ser um período da história que muito apreciava, ela esperava que a Inglaterra, tendo progredido ainda mais na época da rainha Vitória, não tivesse mudado drasticamente após sua morte. Na biblioteca do convento havia poucos livros que descrevessem a história da Inglaterra desde o começo do século. Receara que ao voltar para ela, viesse a descobrir que a sua magnificência e esplendor tinham desaparecido com a morte de Eduardo VII.
Até mesmo no convento ouvira falar sobre “o fim de uma era”. E também que o rei Jorge e a rainha Mary eram muito diferentes do brilhante monarca que fora chamado “Tio da Europa”.
Agora, deparava-se com o esplendor e a beleza que tanto desejava conhecer. Ao entrar no imenso vestíbulo de mármore, olhou maravilhada para as estátuas de deuses e deusas nos nichos das paredes.
Os lacaios de libre, cabeleiras empoadas e calções de seda eram exatamente o que havia esperado. Segundo as instruções do tio, subiu a escadaria de madeira entalhada, e ao chegar em cima foi recebida pela governanta. Vestia um uniforme de seda preta, e da cintura pendia uma corrente de prata.
— Quer acompanhar-me por aquí, senhorita? Eu a levarei ao seu quarto. Fica ao lado do de seu tio, pois pensei que haveria de gostar disso.
— Foi muito bondosa ao pensar nisso. — Não podendo conter-se, exclamou: — Que casa maravilhosa!
— Fico satisfeita por assim o julgar — disse a governanta.
— Há quanto tempo está aqui? — perguntou Demi. — Receio não ter ouvido seu nome. Talvez possa dizer-me agora.
— Sra. Miley. Embora sendo solteira, tratam-me por senhora.
— Acho que deve considerar esta casa como seu lar. -A governanta sorriu.
— É verdade, senhorita. Todos estamos aqui há muitos anos. Consideramos Mere tão nosso quanto de Sua Excelência. Quase todos os empregados do duque Joseph nasceram na propriedade. Por assim dizer, é como se fôssemos uma só família.
— É um consolo ouvir isso. Sentiria muita falta dela, se não estivesse aqui, assim como sinto de minha casa e de minha família.
— Ouvi dizer que seus pais morreram — disse a sra. Miley. — Deve ser muito triste, mas sir Nick zelará pela senhorita. Aqui em Mere, gostamos muito dele.
Assim falando, chegou à porta de um quarto. Abrindo-a, convidou Demetria a entrar. Mais uma vez encantada, ela soltou uma exclamação. A cama de quatro colunas, cortinas de cetim, uma penteadeira com babados de musselina. Enfim, todas as pequeninas superfluidades que uma de suas colegas no convento dissera que encontraria em todas as grandes casas que recebiam seus hóspedes condignamente.
Ela não se esquecera de mencionar até as flores que deviam constar do quarto. Cravos, lírios ou orquídeas, se o convidado fosse importante. Demi achara graça, ao pensar que as flores eram escolhidas de acordo com a situação social.
Ao ver os lírios em seu quarto, perguntou a si mesma se eles significariam um ponto acima das rosas, ou um abaixo dos cravos.
Já estava quase pronta para o jantar, quando ouviu uma batida na porta. A empregada que a estava auxiliando a vestir-se foi abri-la. Voltou com uma bandeja com muitos ramalhetes de flores diferentes.
— Qual deles gostará de usar, senhorita?
— Que idéia maravilhosa! — exclamou Demi. — Todas as convidadas do duque têm este privilégio?
— Evidentemente, senhorita. E os cavalheiros recebem cravos ou gardênias para colocar na botoeira da lapela.
Demi ficou indecisa entre um ramalhete de gardênias e outro de delicadas orquídeas, no formato de uma estrela.
— Qual deverei usar? — perguntou à empregada.
— Acho que as orquídeas, senhorita. Se quiser, posso arranjá-las em seus cabelos.
— Ótima idéia! Obrigada por ajudar-me.
Como não tivesse jóias, pensou que as orquídeas seriam muito decorativas. Achou que seu tio talvez aprovasse aquela idéia.
Seu melhor vestido fora feito por uma costureira em Roma, que preferira àquelas escolhidas por suas colegas da mesma idade.
Seu tio sempre lhe mandara uma mesada generosa. Talvez para aplacar sua consciência, quando ela lhe escrevia queixando-se por ter que ficar no convento durante as férias.
Por admirar imensamente as estátuas que via em Roma, preferira sempre as linhas clássicas da escultura grega. Assim sendo, escolhia os feitios de acordo com esse estilo, quase sempre em branco ou cores suaves, o corpo drapeado e a saia ampla caindo feito uma túnica.
Ao olhar-se no espelho, vestida de branco, ficou sem saber se agira bem ao escolher aquele feitio, e se sir Nick ficaria decepcionado.
— Permita-me dizer-lhe que está linda, senhorita! — exclamou a empregada.
— Obrigada. Só espero não parecer deslocada no esplendor desta casa tão grandiosa. Mas ninguém reparará em mim, ante a beleza de tantas outras coisas.
A empregada não teve tempo de responder, pois sir Nick bateu à porta, e abrindo-a, perguntou:
— Posso entrar?
— Claro, tio Nick. Já estou pronta.

*************************
HAHAH 
Heloisa sua levada viu.... tá postado aii em sua homenagem! *-*Beijins de esttrelas.

Somente 1 coment, porque até eu to curisosa! *-*
Beijins de estrelas.

Amhu vcs! *-*
Ass:Lívia.

1 pensamentos:

Heloisa_jemi.Nelena on 25 de fevereiro de 2011 19:00 disse...

então somos duas pq eu tbm estou super curiosaaaaaaa kkkkkkkkk
amei menina vc escreve mto bem de onde vem tanta inspiração heinnn
bjosssss

 

Meu primeiro e único amor. Copyright © 2011 Design by Ipietoon Blogger Template | web hosting