terça-feira, 1 de março de 2011

24° Capitulo

Por: Lívia Stramare

Prudentemente, deu alguns passos, avistando logo a seguir, bem à sua frente, um vulto fino e todo de branco. Imediatamente, soube de quem se tratava. Lembrando-se então do que ela lhe dissera antes, compreendeu o motivo pelo qual ali se encontrava.
Há muitos anos que não ia ao telhado para ver o sol raiar. Deduziu então que aquela seria uma aventura emocionante para Demetria, enquanto ainda em Mere. Alguém devia ter-lhe contado quão lindo era o alvorecer visto daquele ponto. Só podia ter sido o sr. Lucas.
Embora continuasse olhando para ela, sentiu que o céu estava clareando, e o brilho das estrelas se apagando.
Vislumbrou então, nitidamente, a silhueta de seus traços, o narizinho reto e o queixo pontudo. Imóvel, com a cabeça levantada e a linha do pescoço alongada, podia ser comparada a uma estátua igual às que, em seus nichos, ornamentavam a entrada da casa.
Caminhou para a frente, indo postar-se ao lado dela. Demi não se virou, mas ele sabia que estava consciente de sua presença. Por compreender o que esperava que ele fizesse, permaneceu ao seu lado, olhando para o nascente sem falar nada.
Ao longe, o céu se iluminou. A palidez do horizonte tingiu-se de dourado, e os raios de ouro, elevando-se, iam varrendo as trevas da noite. As estrelas, agora no poente, desapareciam aos poucos por trás deles. Então, um pouco antes de o sol aparecer no horizonte, o duque sentiu a mão de Demi na dele. Apertou seus dedos, percebendo que ela estremecia, talvez emocionada pelo que estava vendo, ou porque ele a tocara. Ficou sem saber.
De repente, eis o sol, que surgia de um modo quase patético, dourado e radiante! De início apenas uma lista ardente, cor de fogo, e logo em seguida, ofuscando os olhos com a sua intensidade e seu brilho.
O duque percebeu que Demetria sustinha a respiração, ao mesmo tempo que apertava sua mão com tanta força, que o fez sentir que estavam unidos, ao admirar um espetáculo tão grandioso, tão esmagadoramente belo.
O esplendor do nascente intensificou-se. Era dia. Nenhum dos dois se moveu. Ele sentiu os dedos de Demetria afrouxando-se. Compreendeu que ela estava fascinada, e soltou sua mão. Demi deu um suspiro tão fundo que pareceu vir das profundezas de seu ser.
Virou-se para olhar para ele. Os raios de sol se refletiam em seus olhos, e seu rosto se transfigurava por uma beleza que jamais vira. Sorriu para ele, e sem falar, dirigiu-se para a escada pela qual viera, e desapareceu.
O duque ainda continuou olhando para aquele ponto, como se não pudesse acreditar que ela o abandonara.
Por qualquer razão, parecia incrível que juntos tivessem assistido àquele espetáculo tão maravilhoso, e no entanto, Demetria nada dissera a respeito dele.
Ela, porém, sabia que, afastando-se, fizera o que julgara certo. Não havia palavras que descrevessem o que tinham visto. Comentários sobre aquilo seriam supérfluos e talvez estragassem o que era demasiadamente perfeito para ser interpretado por palavras.
Ele sabia, sem ter sido informado, o que Demetria sentira, e embora se surpreendesse, reconhecia que ela agira direito ao fazer o que fizera. Pensou que fora exatamente o que dela esperara.
Olhou na direção do sol. Brilhava agora sobre os vastos acres de sua propriedade, e ele avistava os bosques, as campinas, os regatos, as granjas com seus animais, tudo estendendo-se à sua frente. Era quase como um mapa que se movia e vivia.
“Meu, tudo meu”, pensou. Compreendeu então que era muito mais do que aquilo.
Era um legado sagrado que lhe fora transmitido por seu pai, que o herdara de seus ancestrais. Caberia a ele, por sua vez, entregá-lo a seu filho e àqueles que seguiriam suas pegadas.

Demi dormiu até mais tarde do que costumava. Ao despertar sentiu-se como se tivesse passado por alguma coisa tão sensacional e perfeita, que haveria de permanecer em seu coração para sempre.
Sabia que o que a tornava ainda mais maravilhosa era o fato de o duque ter compartilhado da magia daquele momento.
Ignorava se ele sabia de sua presença no telhado. Aceitara como um milagre o seu súbito aparecimento ao seu lado, o que a levou instintivamente a segurar a mão dele.
Quando o sr. Lucas lhe contou que a vista do telhado era fantástica, considerada uma das mais lindas de todo o condado, ela sentiu que era chegado o momento de vê-la.
Quando em Roma, muitas vezes levantara-se muito cedo, para, da janela, apreciar o nascer do sol sobre a cidade. Ele brilhava como se fosse um ato de fé, principalmente por cima da cúpula da igreja de São Pedro.
Sabia que a vista que desfrutara do convento não seria nada comparada àquela que lhe seria proporcionada em Mere. Dada a sua situação num terreno elevado, e sendo ela tão alta, ofereceria uma visão que se estenderia a uma grande distância.
Reconhecia ter sido aquele um momento inesquecível. Jamais se esqueceria da sensação que sentira, quando o duque apertara sua mão na dele. Ao voltar para o quarto e tornando a deitar-se, reconheceu também que era amor o que sentia. Na realidade, era isso que por ele sentia há muito tempo, sem ousar pronunciar a palavra nem para si mesma.
“Eu o amo!”, sussurrou. “É exatamente o que eu esperava que fosse o amor, espiritual e perfeito, e tal qual o sol, proveniente de Deus.”
Quis fazer uma prece de gratidão, mas ocorriam-lhe apenas palavras de alegria e exaltação, porquanto as emoções que a agitavam não podiam ser manifestadas de outro modo.
No momento, o fato de saber que o duque jamais a amaria não toldava sua felicidade. Que ele não seria para ela qualquer coisa mais íntima e pessoal do que fora desde que o conhecera: um príncipe em seu palácio encantado.
“Não importa para onde eu vá ou o que possa acontecer-me”, pensava, “ele estará sempre presente em meu espírito. Nada poderá eliminar a sensação de encantamento que há pouco senti, ao admirarmos juntos o alvorecer.”
Vagamente, como se numa sombra, algo em sua mente disse-lhe que ele pertencia à condessa. No momento, isso não tinha importância comparado ao que lhe fora dado: o amor é uma bênção que só podia vir de Deus.
“Amar alguém tão maravilhoso é um privilégio e uma honra!”, disse a si mesma. “Posso rezar por ele, e talvez minhas orações o protejam.” Não podia evitar a idéia de que a condessa era a pessoa errada para alguém tão compreensivo e generoso quanto o duque. Depois, reconheceu humildemente que não era um juiz, e admitiu que Ashley lutaria por conservá-lo.
Ao adormecer, sonhou com o duque. Ao despertar, muito mais tarde, sentiu que de certo modo ela ainda estava com ele, e sua mão continuava presa na dele.

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Paola: HAA BEST você é T-U-D-O!!! Haha so má nooop ! Sô DUMAL### Beijins de estrelaas só pra você tbm!  Haa claro! Eu escrevo fics! Dá uma olahd´s www.ddddiariodademi.blogspot.com - www.lindosefelizesjemi.blogspot.com !! Te amhu BEST! ! E obrigada!

Heloisa: ta aiii mais uma fofa! *-* Haha pronto você não vaii morrer de curiosidade BEST que eu amhu muitooo! *-* Beijins de estrelas.

4 coments.

Beijins de estrelas

Amhu vocês.
Ass:Lívia.

5 pensamentos:

Heloisa_jemi.Nelena on 1 de março de 2011 18:27 disse...

best eu amo vc.mto obrigada por postar e ate amanhã bjosssss

Paola on 1 de março de 2011 18:45 disse...

Tahhh linddooo d++++!!
Aii como eu ammooo essa fic, cada dia maiss!!!

Eu sou T-U-D-O??! Ahh, entao vs eh mttt mais que T-U-D-O amre*-*

POSSSTTAAAA MAISSSS PLISSS!! BESTT Q EU AMOOOO MTTTAAOOO <3 /*

monalisa on 1 de março de 2011 19:02 disse...

posta posta posta bjs !!
te amuu best :)

Tay. on 2 de março de 2011 15:48 disse...

PERFEITO!!!

POSTA LOG BEST!

Beijos, ti amu...

By: Tay.

Paola on 2 de março de 2011 16:06 disse...

PPPPPOOOSSSSTTTTAAAA MAISSSS BESTT QUE EU AMOOOO MTTTAAOOO!!!
TOOO MTTTTT CURIOSSSAAAA!!!

PLISSSS NAO ME MATE, VS NAO EH TAO MÁ ASSIM NÉ??!! KKKKKKKKK

ENTAOOOO POSSTTAAAA!!

UUMMM BEIJOOOO GIGANTE PRA VS!! AMMOOO TUH!! <3

 

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