sexta-feira, 4 de março de 2011

26° Capitulo

Por: Lívia Stramare
Demi entrou em casa, sempre seguida por seu tio e Zac.
— Temos bastante tempo para trocar de roupa antes do almoço — — disse sir Nick, ao consultar a hora num relógio grande, todo de cristal e enfeites dourados, que ficava a um canto do vestíbulo.
— Ainda bem! — disse Zac, antes que Demi pudesse falar. — Quero tomar um banho. Nunca senti tanto calor como hoje!
— A temperatura deve ser aproximadamente de uns trinta e muitos graus — observou sir Nick.
Os três se dirigiram para a escadaria, encontrando-se com lorde Carnforth, que vinha saindo da sala.
— Fizeram um passeio agradável? — perguntou.
— Magnífico! — exclamou sir Nick. — Por que ficou aqui? Pensei que iria conosco.
— Estive esperando Joseph. Entretanto, esperei em vão — baixou a voz para que os criados não o ouvissem, e acrescentou: — Ashley está fazendo uma cena e tanto na biblioteca. Imagino que a temperatura à hora do almoço cairá abaixo de zero!…
— O que a terá transtornado? — perguntou Zac.
— Não tenho a mínima idéia — respondeu lorde Carnforth. — O que sei. é que perdi meu passeio a cavalo.
Demi subiu a escada em silêncio. Perguntava-se qual teria sido o motivo da cena da condessa. Teria descoberto que ela e o duque tinham se encontrado? Por estar com medo, não desejava descer para almoçar. Mas mesmo que não o fizesse, teria que enfrentá-la de um momento para outro. Se estivesse irritada, ninguém poderia impedi-la de demonstrá-lo.
Pensou se poderia confiar em seu tio e contar-lhe que embora não pretendesse tornar a ficar a sós com o duque, isto só acontecera por acaso. Sentiu, porém, que não suportaria falar daquele momento de felicidade com ninguém. Estaria estragando-o.
Estragaria um momento perfeito que guardara num relicário dentro de si mesma, para conservá-lo como uma coisa sagrada aos olhos do mundo. Principalmente daquele que incluía o duque e seus amigos.
“Por favor, meu Deus… não a deixe descobrir onde estivemos.” Repetiu esse pedido durante todo o tempo em que se vestiu.
Ao descer, ainda apreensiva, entrou na sala azul e viu que todo o grupo estava reunido. Falavam em voz baixa, comentando a respeito do duque e a condessa.
A marquesa de Trumpington estendeu-lhe a mão e, puxando-a, dirigiu-se à janela.
— Venha conversar comigo, Demi. Quero que me conte a respeito de sua vida em casa, com seus pais, enquanto estavam vivos.
— Gostaria muito, mas receio que a ache monótona. Vivíamos numa casa modesta situada numa região tranqüila. Contudo, éramos muito felizes.
— Não importa que a casa seja grande ou pequena, se somos felizes — observou a marquesa, e sorriu.
— Foi o que compreendi quando estava em Roma. As meninas falavam de suas mansões imponentes, seus castelos, e havia umas duas que moravam em palácios. Entretanto, ao ouvir aquilo, sentia que daria tudo no mundo para poder voltar para minha casa, e ficar novamente com meus pais, para ser feliz outra vez.
— Era assim tão importante?
— Sim, muito, porque éramos uma família. Papai sempre costumava dizer que as famílias eram abençoadas, especialmente porque Jesus tivera um pai, uma mãe e um lar modesto antes que Ele começasse a pregar.
— Mas, supondo que não tivesse havido amor em seu lar? — tornou a perguntar a marquesa.
— É impossível imaginar isso, porque meus pais se amavam tão profundamente, e também me amavam. — Fez uma pausa, dizendo em seguida: — Certa vez mamãe me disse que era a mulher que fazia um lar, e nele difundia o amor que origina a felicidade.
— Sua mãe amava seu pai, e portanto foi fácil para ela.
— Mamãe dava amor para todos — observou Demi. — As pessoas da aldeia a adoravam, seus amigos a procuravam quando em dificuldade, pois sabiam que ela os auxiliaria. Ela me disse um dia: “Demi, podemos ser pobres, mas o amor não tem preço. É mais valioso do que qualquer coisa no mundo”.
A marquesa sorriu, dizendo:
— Obrigada, minha filha. — Assim falando, afastou-se.
Demi estivera tão atenta àquela conversa, que nem reparara que o duque se juntara ao grupo e que o mordomo anunciara o almoço. Ao se dirigirem para a sala, sentiu-se aliviada ao ver que a condessa não estava presente. À mesa, outra senhora sentara-se ao lado do duque. Sentia vergonha de olhar para ele, porque a sua presença a emocionava.
Foi só na metade do almoço que não pôde evitar lançar-lhe um olhar. Por um segundo, os olhos dele fixaram-se nos dela. Demi sentiu que, embora não falassem, ambos pensavam no que ocorrera ao alvorecer.
Ela teve a impressão de estar voltando de uma longa viagem, e percebeu que seu vizinho esperava uma resposta para algo que perguntara.
Após o que pareceu ser uma refeição arrastada, o grupo dirigiu-se para a sala azul.
— Como não fizemos planos para esta tarde — disse Joe —, imaginei se não achariam divertido ir de carro ou a cavalo até Folly. Fica a uns cinco quilômetros e foi construída por um de meus ancestrais, que tinha muito dinheiro e pouco juízo. Faremos lá uma espécie de um chá-piquenique.
— Para mim é uma idéia muito agradável — disse a marquesa.
— Estou disposto a ver essa e outras construções, contanto que possa disputar uma corrida com você em um de seus cavalos! — exclamou lorde Carnforth.
— É o que também gostaria de fazer — disse o major Taylor.
— Por que não uma corrida com obstáculos? — perguntou alguém.
— A idéia é boa — disse o duque. — O que acha, Zac?
— Estou preparado para disputar qualquer coisa com qualquer um, contanto que possa escolher meu próprio cavalo.
— Poderá montar em qualquer um, desde que não escolha o meu — replicou Joe.
— Isso é ter uma vantagem desleal! — observou um deles.
— Não propriamente, porque se eu ganhar, prometo não receber o primeiro prêmio, mas dá-lo ao segundo colocado.
— Acha que devemos estipular algumas regras para esta corrida, Joseph? — perguntou Archie Carnforth. — Suponho que a maioria conhece bem a região. Pessoalmente, acharia mais divertido se partindo daqui fôssemos diretamente até Folly.
— Precisamos sair primeiro — observou a marquesa. — Do contrário não chegaremos lá a tempo de cumprimentar o vencedor.
— Muito sensato — disse o duque. — Quem quer ir de carruagem, e quem prefere ir a cavalo? — Ao perguntar isso olhou para Demi. Viu pelo brilho de seus olhos que queria ir a cavalo. Acrescentou então: — Se as senhoras quiserem, podem ir a cavalo, mas sem participar da competição.
— Está sugerindo que não somos capazes de montar tão bem quanto os homens? — perguntou a viscondessa.
— Certamente parecerão muito atraentes na partida — replicou o duque. — Todavia, sendo esse um tipo de corrida acidentada, fico horrorizado só ao pensar no estado em que se encontrarão ao chegar!…
— Pretendo montar — exclamou a marquesa. — E sairei meia hora antes do que aqueles que entrarão na competição. Chegarei lá perfeitamente à vontade. Está quente demais para gastar energia.
Outra senhora disse que preferia ir de carro, e mais duas concordaram com ela.
— Muito bem, devemos nos aprontar — disse a marquesa. — Venha, Demi. Esperemos que não escolham os melhores cavalos, antes de tornarmos a descer.
Já estava se dirigindo para a porta, quando a condessa de Hellingford apareceu. Trocara de roupa e, para surpresa de Demi, estava com um chapéu próprio para o automobilismo, do qual saía um véu de gaze muito comprido. Num dos braços, carregava um guarda-pó, usado pelas senhoras quando saíam num carro aberto. Suas duas mãos encontravam-se por baixo dele, como se fosse um regalo de peles.
Atravessou a sala majestosamente, parando antes de alcançar Demi e a marquesa. De pé, ficou olhando para o duque, que se afastou um pouco do homem com quem estava conversando.
— Vim despedir-me, Joseph — disse ela em voz alta —, de você e de seus amigos.
Todos deixaram de conversar, fazendo-se silêncio.
— Você deixou bem claro que não desejava mais a minha presença. É evidente que não quero ficar onde não sou desejada.
Tendo feito uma pausa, o duque pediu:
— Por favor, Ashley…
A condessa continuou como se ele não tivesse falado.
— Vou voltar para Londres e nunca mais farei o erro de pisar novamente neste maldito lugar! Detesto Mere,e detesto você, pelo que me fez! — Tornou a fazer uma pausa, dizendo em seguida num tom maldoso bastante claro: — Mas não se engane. Nenhuma outra mulher terá aquilo que me pertence!
Antes de dizer as últimas quatro palavras, tirou a mão direita de dentro do guarda-pó, e Demi horrorizada viu que estava segurando um revólver. Ela dissera as palavras aquilo que me pertence bem lentamente, como se com elas quisesse parecer dramática.

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HAAAA que suspense... o que vem a seguir é uma cena que... vocês somente descobririram no próximo cp! *-* Momento DUMAL####

Respostinhas: 

Tay: HAA brigadin´s! È mais para o Joe trocar a divissima maravilhossisima e perfetissima Demi por aquela "merda", algo bonito nela o Joe enchergou. ###POSTANDO### Beijins de estrelas! Te amhu! *-*

Aila: HAAA ###POSTANDO####POSTANDO####POSTANDO### Haha pronto BEST tá ai!!! E muitooooo  obrigada por sempre estar aiii quando de um anjo eu preciso e semrpe te acho! *-* TE amhu muiiiito meu anjo! *-*

Heloisa: HAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA brigadin´s brigadin´s mutissimo brigadin´s!  #########POSTANDO############### Aii BEST obrigada! *-* Te amhu muitooo! *-*Beijins de estrelas.

Bom... 4 coment´s pro próximo cp! *-*

Espero que tenham gostado muitooo! *-*

Amhu vocês!
Ass:Lívia

4 pensamentos:

Aillinha on 4 de março de 2011 14:08 disse...

oiiii linda, esta lindooo, pota logoo
ahh best, obrigada pelo seu carinho :d
vc é demais

Heloisa_jemi.Nelena on 4 de março de 2011 15:23 disse...

de nada best vc merece postaaa logoooo popr favor tó morrendo de curiosidade por favor posta logoooooo
rapidoooooooo

Heloisa_jemi.Nelena on 4 de março de 2011 15:24 disse...

postaa se não eu vou ter um treco de tanta curiosidade
bjosssss

Heloisa_jemi.Nelena on 4 de março de 2011 15:24 disse...

por favor posta logoooo vc vai me matar assim
bjosssss

 

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