sábado, 21 de julho de 2012

Bipolaridade? Não, auto-defesa.

Por: Lívia Stramare
E inconsequentemente dentro de mim ocorrem e escorrem esse turbilhão de pensamentos, maldades, inocência, carinho, ódio, medo, coragem, vontade, percepção, desatenção, futilidade, carisma, bobagem, amor… São horas, momentos, circunstância que definem o meu eu, hoje. São as pessoas, as coisas, o mundo que vai me transformando e transtornando cada vez mais, mesmo que seja aos poucos, ou de uma hora pra outra. Mas, olhe bem… Não é bipolaridade, não é psicopatia, apenas desorganização. Essa bagunça aqui dentro, reflete no que eu aparento por fora. É tudo isso e mais um pouco, que me faz mudar, evoluir, regredir, cair, errar, aprender, esquecer e não parar de pensar. Me confundo, comigo mesmo, com frequência. Crise de identidade? Talvez. Costumo não ser a mesma em uma diferença de intervalo de tempo. Lembro bem, que quando criança, sonhava em ser médica. E hoje, não estou nem aguentando o ensino médio. Lembro que amei pessoas que não mereciam um terço de afeto, e que desprezei tantas outras só por não me deixar levar por medo, ou defesa. Queria um amor pra vida toda, hoje, só sei reclamar desse sentimento tão clichê e indecifrável. Olha só, que menina confusa, bagunçada, estranha… Coitadinha dela. Achava que a felicidade morava ao lado, e até agora corre atrás, pois só possui vizinhos antipáticos. Ela que gostava de chocolate, só pelo sabor, era a pessoa mais feliz do mundo, e hoje, usa-o para afogar as mágoas. E quer mesmo saber? Ela enfrenta o mundo com um sorriso no rosto, mesmo com o peso nas costas. Porque independente de tudo, a regra é seguir em frente.

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